Agência Estado
De São Paulo
O presidente da General Motors do Brasil, Frederick Henderson, disse ontem que a empresa, a maior montadora do mundo, pode elevar os seus negócios no Brasil, principalmente os de exportação, se a cotação do dólar se estabilizar entre R$ 1,75 e R$ 1,85. Segundo ele, não há nenhuma indicação de que estes valores podem variar e o fato de a confiança do consumidor ter aumentado e ainda as perspectivas de queda de juros levam a crer na retomada do crescimento. ‘‘Mas para isso precisamos de estabilidade’’, destacou.
O executivo americano lembrou que ‘‘a classe média sofreu muito em 99’’. Para ele, o Brasil pode retomar o crescimento. ‘‘Mas o governo tem que fazer algumas coisas certas’’, destacou, apontando o controle do déficit público como uma das fórmulas. ‘‘Com isso o País ganhará confiança do investidor externo’’, completou. Ele disse, no entanto, que o Brasil ‘‘ainda é um pouco difícil para previsões’’.
Henderson disse estar frustrado com o novo adiamento do acordo para o regime automotivo do Mercosul. Por outro lado, ele está animado com a perspectiva de o acordo bilateral do setor entre Brasil e México, que deve ser negociado no início do próximo mês. A General Motors deverá exportar para o México, este ano, 5.000 veículos. Segundo o executivo, a marca tem entre 25% e 30% daquele mercado, que soma 600.000 veículos por ano. ‘‘O México será o primeiro alvo da recuperação dos nossos mercados de exportação’’, destacou.

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