GM descarta impacto de concordata fora dos EUA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de junho de 2009
<br> Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que o plano de reestruturação da General Motors (GM) é ''viável e realista'' e dará à companhia a ''oportunidade de renascer'', ao mesmo tempo que manifestou otimismo sobre o futuro da Chrysler.
Por sua vez, o presidente da GM, Fritz Henderson, disse que a montadora deixará a concordata em ''60 ou 90 dias''.
Em entrevista à imprensa, afirmou ainda que a quebra não ''terá nenhum impacto'' na Europa, América do Sul ou Ásia e que seguirão operando ''sem interrupções''.
A GM pediu hoje proteção judicial para fazer frente a sua situação financeira, após não conseguir definir com seus credores uma reestruturação da dívida.
Segundo Obama, enfatizou que permitir o colapso da GM e da Chrysler seria um desastre à economia americana, ao fundamentar sua decisão de resgatar empresas emblemáticas, através de um processo de quebra e reestruturação.
''Em um momento em que estamos no centro de uma recessão e de uma crise financeira profunda, a ruína destas empresas teria tido um efeito devastador para inúmeros americanos, além de causar prejuízos enormes à nossa economia, não só na indústria automobilística'', afirmou Obama, na Casa Branca, no dia em que a General Motors recorreu à concordata.
Obama fixou como objetivo terminar ''rapidamente'' com a intervenção do governo federal da GM. ''Nosso objetivo é ajudar a GM a ficar de pé e sair rapidamente'', disse ele.
No total, a administração federal irá injetar na companhia US$ 50 bilhões, sendo que US$ 20 bilhões já foram liberados, e irá controlar 60% do capital da empresa. Já o governo canadense concederá um empréstimo de US$ 9,5 bilhões em troca de 12,5% de participação acionária. O sindicato UAW (United Auto Workers) terá 17,5% dos títulos.
Obama disse que espera que a empresa saia rapidamente do processo de recuperação judicial e que o governo está pronto para um aporte adicional de US$ 30 bilhões para ajudar a empresa a se reestruturar.
A GM deixará de cotar hoje na Bolsa de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) e abandonará após 83 anos o índice Dow Jones Industrial, do qual o Citigroup também sairá.


