GM confirma volta de 9 mil grevistas ao trabalho nos EUA
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quarta-feira, 29 de julho de 1998
Agência Estado 
A General Motors (GM) confirmou ontem que mais de 9 mil funcionários da maior fábrica automotiva do mundo assinaram acordos pelo fim da greve, que praticamente paralisou a produção da companhia nos Estados Unidos. Cerca de 90% dos operários do Flynt Metal Center, unidade de estamparia no Estado de Michigan, ratificaram o pacto, enquanto preocupações sobre a estabilidade futura no emprego fizeram com que apenas 76% dos votos da Delphi East, de autopeças, assinassem o acordo.
As greves, que analistas avaliam estarem custando à GM cerca de US$ 2,5 bilhões, chegaram a mobilizar mais de 200 mil trabalhadores nos últimos dois meses. Os 3,4 mil operários do Flynt Metal Center e os 5,8 mil da Delphi East foram convocados pelas rádios locais a voltar ao trabalho ontem, para iniciar o processo de recuperação da produção das fábricas, que pode demorar até dez dias.
Entre os itens do acordo estão o compromisso dos operários de não entrar em greve pelos próximos 14 meses em troca da promessa da GM de não fechar as fábricas problemáticas e completar investimentos de US$ 300 milhões no Flynt Metal Center.
A GM conseguiu definir uma meta de 15% de crescimento na produção de um centro de projetos de motores, mas deixou intacto um sistema de cotas que permite que os operários consigam trabalhar por menos de oito horas diárias. A GM prometeu não fechar ou vender a Delphi East antes do ano 2000 e, em troca, poderá reduzir o contigente da fábrica em 800 operários, por meio de um plano de aposentadoria antecipada e de desligamentos naturais.


