GM Brasil aposta no mercado interno
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2006
Mauricio Della Barba 
Nem mesmo as dificuldades que a General Motors enfrenta nos Estados Unidos ou a indefinição do acordo automotivo entre Brasil e Argentina irão afetar o crescimento da GM no País. A previsão é de Ray Young, presidente da GM Brasil e Mercosul, que esteve ontem em Londrina para visitar a Metronorte, concessionária autorizada da marca na região.
Segundo Young, a crise da montadora - que irá fechar nove fábricas e demitir 30 mil funcionários nos EUA e Canadá - deverá, ao contrário do que se pensa, abrir portas para o Brasil justamente pela capacidade da filial brasileira de desenvolver tecnologia global.
''Nossa engenharia já está desenvolvendo peças e outros projetos a pedido da matriz. Na verdade, estamos recebendo mais funções, o que nos anima muito'', disse o executivo se referindo ao projeto de adaptação do Hummer H3, um jipe vendido nos EUA, para os mercados latino, africano e asiático.
Quanto às pendengas do setor entre Brasil e Argentina, Young avalia que haverá poucos reflexos para a empresa. ''Nosso trabalho na Argentina é exemplar. Em 2005, a GM foi a segunda daquele mercado, com 34% de participação. O acordo não afeta nossas atividades'', afirma.
As exportações também serão menores devido à valorização do real frente ao dólar. ''O volume deverá ser menor, mas acredito que a perda será compensada pelo aumento da demanda no mercado interno'', avalia. Para 2006, a GM espera comercializar 400 mil unidades no mercado interno, contra as 365.259 unidades emplacadas em 2005. ''Vamos vender entre 5% a 10% a mais dentro do País em 2006'', prevê Young.
O Paraná, nesta perspectiva, tem um peso muito grande para a GM. No ano passado, a marca obteve um market share de 25%. ''Este número representa muito mais que a média obtida em todo o País'', revela Young, apontando os 22,4% obtidos média nacional.
Para ajudar a alavancar a participação de mercado, o executivo anunciou o lançamento de oito novos modelos nos próximos cinco anos. Para este ano, a expectativa é o lançamento do Celta Sedan, que teria boa parte da produção destinada ao exterior. O carro será montado em Gravataí, que receberá o investimento de US$ 240 milhões para ampliação da capacidade produtiva.


