SÃO PAULO - A General Motors do Brasil assinou ontem o protocolo de intenção da nova fábrica em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, já pensando na ampliação do projeto. O diretor de Assuntos Corporativos, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a empresa já pediu à Prefeitura uma área de mais 500 mil metros quadrados, junto ao terreno de 426 mil metros quadrados, no distrito industrial de Taboão, próximo à Rodovia Ayrton Senna.
A GM está investindo US$ 150 milhões na primeira fase do projeto, que começa a produzir no final de 1998. A nova fábrica vai produzir estamparia (lataria) para o mercado de reposição, inicialmente para modelos fora de linha, como Opala, Chevette e Monza, além de comerciais leves e caminhões. A fábrica terá capacidade para 6 milhões de peças ao ano, o que em veículos completos equivale a 25 mil unidades. A construção começa na próxima semana, segundo Pinheiro Neto, e ainda depende de obras de infra-estrutura prometidas pelo governo do Estado.
A direção da GM também confirmou as duas outras unidades, de componentes em Santa Catarina e de carros de passeio no Rio Grande do Sul. Os locais devem ser definidos até março. Em Santa Catarina a empresa vai escolher entre Itajaí, Joinvile e Araquari, e no Rio Grande do Sul entre Guaíba, Eldorado e Gravataí. ‘‘A decisão final é de caráter técnico’’, disse Pinheiro Neto. No total, o investimento previsto pela GM é de US$ 1,25 bilhão. A empresa também pode estudar investimentos no Nordeste, utilizando os incentivos concedidos pelo governo federal. ‘‘Não temos projeto, mas podemos estudar a região’’, diz Pinheiro Neto.
O secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo, Émerson Kapaz, disse que o Estado já tem anunciados 120 novos empreendimentos com investimento total de US$ 15 milhões desde 1995 até os próximos dois anos. ‘‘Nossa meta é chegar a US$ 20 bilhões neste ano e US$ 25 bilhões no próximo’’, diz Kapaz.

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