GM aposta na exportação
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quarta-feira, 28 de agosto de 2002
Mauricio Della Barba<BR>Reportagem Local 
Londrina - A General Motors acredita que a saída para a crise econômica que afeta o Brasil está na exportação. Para isso, a empresa promete investir pesado nos próximos anos, sem dar crédito ao quadro político futuro. ''Qualquer que seja o novo presidente, ele terá que dar mais apoio às exportações brasileiras. É neste caminho que o Brasil voltará a crescer'', disse o presidente da GM do Brasil, Walter Wieland, ontem, em visita à Londrina. Wieland veio entregar a terceira medalha de concessionária ''Nível A'' para a Assaad Nabhan, diretor da Metronorte.
Para o presidente da GMB, o Brasil deveria seguir o exemplo da China e Japão. ''O Japão ficou rico vendendo seus produtos para o exterior'', argumentou, citando ainda o progresso do México, que já exportou 65 mil veículos somente este ano.
Segundo o executivo, a GM deverá lançar mais cinco novos veículos nos próximos quatro anos, mesmo com o atual panorama de queda nas vendas internas. ''Nos últimos dois anos, investimos cerca de US$ 1,5 bilhão para trazer ao mercado cinco novos produtos. O Brasil e o Mercosul estão com dificuldades, mas há muito ainda o que fazer para reverter a situação. Por isso, acreditamos na melhoria do País'', ressaltou.
O presidente da GMB ainda fez um comparação inusitada sobre a situação econômica vigente. ''O Brasil é como um avião 747 de quatro turbinas. Apenas duas estão funcionando, mas pode-se fazer funcionar as quatro'', disse. A GM compartilha com outras montadoras a opinião de que neste ano serão vendidos 1,5 milhão de veículos no País. A montadora deverá fechar o ano com 23% de participação no mercado.
Sobre o incentivo ao álcool, a montadora também pretende ampliar a produção de veículos com o combustível, mas ainda critica a atuação do governo e usineiros sobre o tema. ''Historicamente, quando aumenta-se a produção de carros à álcool, o preço do combustível também sobe, ficando próximo ao da gasolina. Para isso não acontecer novamente, é preciso haver um compromisso mais sério e acordos mais claros''.


