GLP sofre reajuste a partir de hoje
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Victor Lopes e Mariana Fabre <br>Reportagem Local 
O consumidor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, pode se preparar: a partir de hoje o produto está mais caro. De acordo com o levantamento realizado pela FOLHA em revendoras de Londrina das principais companhias do País, o aumento deve girar entre 7% e 10%, dependendo da empresa. O motivo seria o reajuste dos salários e benefícios dos trabalhadores da categoria (dissídio coletivo), que possui data-base em setembro, além da recomposição dos custos dos insumos de produção, fretes e impostos. Conforme pesquisa da última semana entre os dias 21 e 27 de agosto, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do botijão de 13 quilos foi de R$ 40,41 no município.
Segundo José Luiz Rocha, presidente do Sindicato dos Revendedores das Distribuídoras de Gás do Estado do Paraná (Sinregás-PR), a informação é que as companhias têm notificado as revendas para informar sobre tal reajuste. ''Automoticamente, as revendedoras vão repassar aos consumidores. Isso não quer dizer que os valores vão subir da mesma forma. Além do dissídio, os empresários aproveitam este mês para fazer outros reajustes relacionados às suas despesas, como combustível, energia elétrica e telefone. O preço é livre, cabe ao consumidor pesquisar para saber o que é mais interessante a ele.''
Fernandes Marcos Vieira, proprietário da Londrigás, revendedora da Ultragás, comentou que o último aumento - 6,6% - teria acontecido em 13 de janeiro do ano passado. ''Em 2008, tivemos dois reajustes relacionados a Petrobras, um de 15% e outro de 10%. Agora, neste caso, as companhias estão repassando aos seus revendedores e vamos ter que repassar ao consumidor'', explicou Vieira, que estava vendendo o botijão de 13 kg a R$ 43, e agora deve comercializar a R$ 46.
O empresário ressaltou ainda que se não realizar tal reajuste, teria um prejuízo de por volta de R$ 35 mil mensais. Ele comentou que nestes primeiros 90 dias deve sofrer um impacto nas vendas, mas não consegue dimensionar o decréscimo. ''Vamos acabar vendendo menos por dois motivos: os revendedores clandestinos e devido a concorrência direta com as próprias companhias'', avaliou Vieira, que comercializa por volta de 6,5 toneladas do produto por dia.
Martim Saffaro, administrador da SG Comércio de Gás, revendedora da Supergasbrás, confirmou ter recebido carta da companhia apontando um reajuste será de 7%. ''Em princípio, teremos uma pequena retração quando o consumidor constatar o aumento. É um repasse que está acontecendo em diversos produtos, não apenas no GLP'', relatou ele.
Já Ailton Sato, gerente da Erimar Comércio de Gás, revendedora Liquigás na cidade, afirmou que até ontem não tinha recebido nenhuma notificação com a percentagem do aumento da sua companhia. ''Ainda estamos na expectativa, a partir de amanhã (hoje) é que vamos saber o valor deste reajuste. A concorrência é grande e vamos esperar até o último momento para saber como iremos trabalhar.''
Sindigás
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), que representa as companhias, explicou, através de nota, que ''os preços do GLP são livres em todos os elos da cadeia''. De acordo com o Sindigás, não há tabelamento e, por isso, os valores sofrem variações para cima e para baixo de maneira não uniforme. ''As distribuidoras associadas não reportam ao Sindicato qualquer aumento ou baixa de preço. Como o mercado tem autonomia para fixar seus preços, cabe ao consumidor pesquisar aquele revendedor que tem condições comerciais mais vantajosas.''


