Curitiba - O aumento da margem de lucro das distribuidoras de gás pressionou o índice dos preços administrados e monitorados que subiu 1,18% no mês de maio em relação ao mês anterior. Pesou nesse índice o aumento do gás de cozinha que subiu 7,71% e um residual de 2,89% referente ao aumento do transporte coletivo ocorrido em março passado. Curitiba foi a capital que mais registrou aumento no preço de gás de cozinha, que no mês passado passou a custar R$ 30,44 o botijão de 13 quilos.
De acordo com a pesquisa que acompanha o comportamento das tarifas públicas e preços administrados, feita em conjunto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e o Sindicato dos Engenheiros (Senge), a margem de lucro das revendedoras de gás de cozinha em Curitiba é a terceira maior do País, sendo superada apenas por Aracaju (SE) e João Pessoa (PB).
As revendedoras de gás elevaram a margem de lucro, que era de 15,89% no mês de abril, para 22,17% em maio. De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, houve um movimento especulativo sobre o aumento do gás e as revendedoras realinharam o preço para cima. Nas revendas, o gás já acumula um aumento de 6,51% este ano e de 10,33% nos últimos 12 meses. Nas distribuidoras, o aumento acumulado do gás de cozinha foi de 4,81% este ano.
Com a gasolina, ocorreu o inverso. Em função da concorrência, houve redução das margens de lucro e o preço do combustível na bomba caiu. O Paraná ficou na terceira colocação dos preços mais baratos da gasolina, no ranking dos 27 Estados. No mês de maio, o preço médio do combustível ficou em R$ 1,875 o litro.
Conforme pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 31 municípios paranaenses sobre o preço da gasolina, Curitiba teve preço médio de R$ 1,872 o litro, considerado o mais barato do Estado. Em Londrina, o preço médio da gasolina no mês de maio foi de R$ 2,001, considerado o 10º mais caro. Em Maringá, o preço médio da gasolina ficou em R$ 2,034 o litro considerado o terceiro mais caro do Estado.
Com o índice de maio os preços administrados acumulam um aumento de 5,87% e de 9,52% nos últimos 12 meses. Esses preços vem superando os indices de inflação medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que este ano vem acumulando índices de 4,87% e 4,09% respectivamente em Curitiba.
Para junho, deve refletir no índice o reajuste proporcional da energia elétrica, e o aumento no preço da gasolina, já admitido pela Petrobras, e também do álcool combustível.

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