GLP pode subir 6,5% em Londrina
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quinta-feira, 01 de março de 2012
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Revendedores de três das quatro principais companhias de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, de Londrina, confirmaram ontem à reportagem da FOLHA que na próxima semana o produto pode sofrer um reajuste de pelo menos 6,5% na cidade. Os empresários receberam notificação tanto formal quanto informal (por meio de ligações) das companhias nos últimos dias e o repasse pode ser inevitável ao consumidor. De acordo com pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o GLP está sendo comercializado em média no município a R$ 40,42, com preço mínimo de R$ 40 e máximo de R$ 41,10. Os revendedores da Supergasbrás, Liquigás e Copagaz foram os que confirmaram alteração de preço.
A justificativa, segundo empresários do setor que receberam o aviso, é um ''reajuste sobre custos operacionais das companhias''. A última alteração de preços do segmento aconteceu em setembro de 2010, explicada na época devido a um reajuste dos salários e benefícios dos trabalhadores da categoria (dissídio coletivo), que possui data-base em setembro. Vale dizer que passados algumas semanas deste aumento, os preços retraíram, o que foi explicado pelos revendedores como uma guerra de mercado.
Martim Saffaro, administrador da SG Comércio de Gás, revendedora da Supergasbrás, confirmou que na semana que vem irá acontecer tal repasse. ''Deve ficar em torno de 6,5% a 7%. Geralmente, as companhias realizam este aumento no mês de março'', relata. Leonilson Jaqueta, que também é revendedor do Supergasbrás e que está organizando uma Associação dos Revendedores do produto em Londrina e região, também confirmou a movimentação. ''As quedas das vendas são muito relativas, mas podem acontecer sim'', explicou.
Já Ailton Sato, gerente da Erimar Comércio de Gás, revendedora da Liquigás no município também confirmou o repasse. Ele explicou que muitos revendedores acabam quebrando devido a estes reajustes. ''O que aconteceu em setembro, devido a guerra de mercado, é que todos acabaram absorvendo o reajuste. Mas agora, se o aumento ocorrer, vou ter que fazer o repasse'', relatou.
A única companhia que não enviou nenhuma notificação aos seus revendedores foi a Ultragás. De acordo com Fernandes Marcos Vieira, proprietário da Londrigás, revendedor desta marca em Londrina, não há motivos para aumento neste momento. ''Se a matéria-prima não sobe, não há justificativa para repasse algum'', ressaltou ele.
O presidente do Sindicato dos Revendedores das Distribuidoras de Gás do Estado do Paraná (Sinregás-PR), José Luiz Rocha, também salientou que a entidade não recebeu nenhuma notificação oficial sobre o assunto. ''Não existe motivos para ser provocado um aumento agora. Normalmente, o repasse acontece devido ao dissídio coletivo e custos operacionais anuais''.
Já o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) e a ANP disseram que não há um tabelamento do produto, e que o mercado é livre desde 2002.



