Globex ligará mercado agrícola brasileiro à Bolsa Mundial
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
Qualquer produtor e investidor brasileiro vai poder comprar e vender commodities à partir de seu escritório ou casa, através de um terminal de computador, de qualquer lugar do mundo. Até o final deste ano, a BM&FBovespa se juntará de vez a Chicago Mercantile ExchangeCME), a maior bolsa americana e do mundo, com seis mil pontos de negociação de ações e derivativos (grãos, câmbio, petróleo, boi entre outros). O sistema de negociação no mundo todo é conhecido por Globex. Em tempos bicudos de mercado financeiro, ter opções de vender e comprar commodities agrícolas, com maior facilidade, pode representar o caminho mais curto entre o lucro e o prejuízo.
''Isso é um grande projeto que vai acabar interligando o mundo inteiro com a Bolsa brasileira'', declara Luiz Claúdio Caffagni, Gerente de Serviços em Commodities da BM&FBovespa. Ele explica que a Bolsa brasileira é a 3 maior do mundo e vai ter condição de se juntar a CME, que comprou, entre outras bolsas, a New York Mercantalie Exchange (Nymex), que é a bolsa de metais e de petróleo dos EUA.
Ele explica que a CME é uma grande corporação e a BM&FBovespa estará junto nos sistemas de negociação pelo mundo afora. O diretor da Bolsa diz que a BM&F passará a ser sócia da CME. Segundo ele, o agricultor brasileiro poderá vender e comprar em qualquer parte do mundo. Perguntado se o agricultor terá que entregar seu produto em qualquer parte do mundo também, o diretor da Bolsa explica que não, pois o produtor venderá o contrato antes de expirar o prazo de entrega. Estas operações de compra e venda geram lucros para o agricultor, minimizando o risco de perdas financeiras.
Ele explica que antes os agricultores e investidores que queriam negociar grãos no mercado futuro compravam na BM&F do Brasil. O diretor lembra também, que quando o investidor queria comprar nos EUA, utilizava uma corretora para mandar dinheiro pelo Banco Central. ''Era toda uma burocracia e clientes não gostam disso''.
Até o final deste último trimestre, os investidores do mercado futuro poderão fazer operações globais num terminal de sua residência, por exemplo. ''Isso já é realidade na China e na Europa, através do Globex, que é este sistema mundial da CME'', sintetiza Caffagni. Ele conta que a CME tem seis mil terminais espalhados no mundo, a BM&F tem 600. Ele acrescenta que a Globex já começou a operar no Brasil a partir do dia 30 de setembro deste ano, com compradores e vendedores do mundo todo. ''O investidor brasileiro será o próximo, até o final do ano o mercado futuro de nosso País estará de vez globalizado'', comemora.


