Os representantes do consórcio Globaltelecom e os membros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram ontem, em Brasília, o contrato de concessão da área 5 (Paraná e Santa Catarina) da Banda B da telefonia celular. O contrato permite a exploração do serviço por 15 anos. O grupo começa a organizar o plano de comercialização dos celulares. Na próxima semana, eles se reúnem para fechar o cronograma. A intenção é antecipar a fase de colocação dos telefones no mercado.
A proposta da Globaltelecom é ter as linhas disponíveis para a venda no início de 99. Mas a abertura da relação para a inscrição dos clientes começa em junho. A meta é chegar a 300 mil clientes até o final do próximo ano. O Paraná tem hoje 400 mil linhas de celular e há 650 mil pessoas na fila da Telepar, esperando a habilitação. São estes clientes que a Globaltelecom vai tentar atrair.
O presidente do grupo Inepar, Atilano de Oms Sobrinho, diz que há necessidade de apressar o programa de comercialização dos telefones celulares da ‘‘Banda B’’. A Inepar participa da Globaltelecom com 21% junto com a Companhia Suzano de Papel e Celulose (30%), DDI do Brasil (30%), Motorola (21%), Nissho Iwai (5%). ‘‘Tivemos oito meses de atraso na licitação’’, lembra Oms. O sistema que a Globaltelecom usará na telefonia celular é o digital CDMA - considerado mais avançado e eficiente. Ele permite a comunicação com menos ruído e com menor queda de linha. Todos os sistemas permitem a interconexão via processo analógico. Uma ligação feita em um telefone celular no Paraná poderá ser recebida por um telefone celular no norte do País, mesmo que ele use um processo diferenciado de ligação.

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