Globalização aprofunda pobreza
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
France Presse San José 
Arquivo FolhaMarginalização socialOs 20% mais pobres da população mundial, que em 1960 recebiam 2,3% da renda mundial, agora só têm 1,1%Os países em vias de desenvolvimento sofrem, por efeito da globalização econômica, perdas anuais de 500 bilhões de dólares, dez vezes mais do que recebem em ajuda externa, advertiu ontem o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A afirmação está contida no Informe sobre Desenvolvimento Humano de 1997, divulgado pelo organismo internacional, simultaneamente na Costa Rica, Alemanha e África do Sul.
A globalização necessita de mais gestão para abrir oportunidades para os países mais pobres, não para cortá-las ou limitá-las, a fim de criar emprego e evitar maiores disparidades econômicas, tanto entre os paíse como dentro deles , indicou o PNUD.
O informe, que é pelo oitavo ano consecutivo apresentado pela organização, indica que apesar de o comércio mundial ter crescido, os 44 países menos desenvolvidos - com uma população superior a um bilhão de habitantes - só participam em 0,3% do intercâmbio mundial, a metade do que há duas décadas.
Além disso, os 20% mais pobres da população mundial, que em 1960 recebiam 2,3% das rendas mundiais, agora só recebem 1,1% e a cifra continua baixando. A liberalização (econômica) foi acompanhada de uma desigualdade social maior. Na América Latina, esse fenômeno é particularmente sensível em países como a Argentina, Chile, Equador, México, República Dominicana e Uruguai.


