GLOBALIZAÇÃO - Desastre japonês repercute na economia do Brasil
Os prejuízos econômicos do desastre que assolou o Japão no último dia 11 poderão cruzar as fronteiras e afetar a economia brasileira, no entanto, sem grande magnitude. A estimativa é do economista Fabiano Abranches Silva Dalto, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba. Novas oportunidades de emprego e também de exportações poderão surgir nos próximos meses.
A chance dos acontecimentos do país asiático terem grande impacto sobre o Brasil é bem remota, segundo Abranches. Embora o Japão tenha relação importante com o Brasil, como em investimentos no setor de mineração, o volume não é muito quantitativo para a economia. Alteração no preço da energia em geral (petróleo, indiretamente o álcool e eletricidade) é a consequência mais plausível no momento. Por enquanto, tudo é especulação. Não há informações suficientes para sermos categóricos, afirma.
O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e os tsunamis podem ser responsáveis pelo desastre natural mais caro da história: cerca de US$ 100 bilhões em prejuízos materiais, segundo estimativa da consultoria internacional Eqecat, divulgada pela rede de TV americana CNN.
● Esse novo cenário pode aquecer a desaceleração da economia brasileira, cuja previsão para 2011 não é tão promissora quanto em 2010
● Apesar da desaceleração, as exportações devem aumentar, principalmente de alimentos, minério, ferro e demais materiais utilizados na construção civil





