Trinta dias depois de lançado o plano de vendas, a Global Telecom, consórcio responsável pela Banda B da telefonia celular no Paraná e Santa Catarina, registrou a inscrição de 75 mil interessados, aproximadamente 12 mil em Londrina. Os testes da rede começam em 10 dias e o início das operações está previsto para a segunda quinzena de dezembro, quando os primeiros contratos deverão ser formalizados. O diretor-presidente da empresa, Francisco Loureiro disse ontem em Londrina que a meta para o próximo ano é atingir a marca de 180 mil linhas, chegando à capacidade máxima da rede - que prevê atender a 700 mil usuários -, em três anos.
Loureiro e os diretores da empresa Sávio Bloomfield e Michio Fujisawa estiveram em Londrina ontem para encontros com lideranças e empresários locais e para uma reunião com os funcionários na futura sede da Global Telecom, na Avenida Higienópolis (antigo prédio da Sanepar). Hoje a diretoria estará mantendo contatos com empresários de Maringá.
‘‘Nossa meta é ambiciosa. Pretendemos atender a toda a população do Paraná e Santa Catarina’’, afirmou Loureiro sobre os planos da empresa para os próximos anos, durante entrevista coletiva. Sem antecipar a estratégia para conquistar novos clientes (leia mais nesta página), Loureiro afirmou apenas que a idéia é oferecer tarifas em média 20% abaixo da praticada no mercado e, principalmente, a personalização do atendimento ao usuário.
Na região de Londrina, por exemplo, onde a habilitação não é cobrada e a tarifa mensal custa R$ 35,00, a Global Telecom não deverá cobrar interurbano para o usuário que se desloca na microregião (Arapongas, Rolândia, Cambé, Ibiporã e Jataizinho).
Além do preço, outro atrativo que a empresa pretende oferecer é a qualidade do serviço. Os usuários da banda B no Paraná e Santa Catarina terão acesso ao sistema CDMA (Code Division Multiple Access). Uma tecnologia mais avançada que a telefonia digital e, segundo a empresa, um sistema livre de interferências e chiados durante a ligação, que proporciona melhor qualidade de som. Os aparelhos gastam menos bateria e futuramente o CDMA permitirá aos usuários terem acesso a um leque maior de serviços. A empresa já homologou dois aparelhos que serão usados neste sistema e está negociando com outros dois fornecedores.
Sobre o mercado brasileiro de telefonia celular, o diretor-presidente da Global Telecom acredita que o potencial de crescimento é proporcional ao tímido número de usuários. Segundo informou, no Brasil, apenas 4% da população tem acesso ao sistema contra 18% na Argentina e 25% na Europa, Estados Unidos e Japão.

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