Global e GVT decidem
compartilhar estrutura
Arquivo FolhaMETA AMBICIOSASávio Bloomfield, diretor de marketing da Global Telecom: expectativa de atender 80% da população urbana do Paraná e Santa Catarina até o final do ano





Maigue Gueths
De Curitiba


A Global Village Telecom (GVT), empresa de telefonia fixa comutada que vai concorrer como ‘espelho’ com a Tele Centro Sul (em nove Estados, além do Distrito Federal) assinou ontem contrato com a Global Telecom para compartilhar infra-estrutura. O acordo permite ainda que a GVT use os espaços administrativo-financeiro, comercial e técnico-operacional no âmbito das respectivas áreas de concessão. Apesar dos nomes parecidos, a GVT é uma empresa distinta da Global Telecom, que opera com telefonia celular. Com este contrato, as empresas pretendem otimizar custos e assegurar maior rapidez na expansão de suas redes de comunicação, ambas sem fio.
A Global Telecom e a GVT – sigla que será usada pela companhia para não ser confundida com a empresa de celular – ainda não quantificam a economia de cada uma com este contrato. A Global Telecom está no mercado há dois anos, com área de atuação no Paraná e Santa Catarina e em Pelotas (RS). A GVT, além destas três praças, tem permissão para atuar em mais oito: Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre e no Distrito Federal.
Em dois anos, a Global construiu cerca de 270 sítios (estruturas de comunicação) no Paraná e Santa Catarina, complexos que passarão a ser compartilhados pela GVT. ‘‘A tendência é crescer muito mais, porque a GVT também passará a construir novos sítios que serão usados de forma comum’’, diz o diretor de Assuntos Regulatórios da Global Telecom Amilcar Marques.
Recentemente, a GVT fechou mais dois contratos de compartilhamento de infra-estrutura, com a Embratel e Copel. Este ano a empresa pretende investir US$ 600 milhões, sendo mais da metade nos três Estados do sul. Pelo compromisso de concessão, a GVT terá de oferecer serviço nas 24 principais cidades da sua área até dezembro deste ano e mais 65 cidades em 2001, totalizando 89 cidades. ‘‘Nós vamos atender esta meta ou teremos que pagar uma multa de R$ 50 milhões à Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel)’’, diz o vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Corporativos, Roger Douek, lembrando que o objetivo é chegar a ter no mínimo 236 mil linhas neste período.
Desde a entrada da Global Telecom na telefonia celular, há dois anos, ela implantou uma rede 100% digital, atingindo quase 180 mil usuários, o correspondente a cerca de 70% da população urbana do Paraná e Santa Catarina. Até o fim do mês, pretende atingir mais 92 municípios, e chegar a mais 160 localidades até o fim de 2000 no Paraná e Santa Catarina. ‘‘Em um ano roubamos 17% dos usuários do concorrente (Tim Telepar Celular, Tim Telesc Celular e Sercomtel). Até o fim de 2000 teremos alcançado 80% da população urbana dos dois Estados’’, diz o diretor de Marketing da Global, Sávio Bloomfield.
Ao contrário das outras companhias de telefonia fixa, o consórcio GVT usa a tecnologia inédita, de Enlace sem Fio (WLL), sem fio. A diferença com o celular, também sem fio, é que este tem mobilidade, enquanto a outra é fixa.

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