Glamour e brilho se espalham por vários continentes
O boom de designers brasileiros no exterior reforçou o trabalho de profissionais que estão há anos no mercado internacional, como Ricardo Lerner, da Denoir. Há 28 anos ele exporta suas coleções. Cerca de 60% da produção é vendida para EUA e Europa. E sua intenção é continuar explorando esse mercado, que está muito receptivo ao produto brasileiro. ''Mas é preciso tempo para ser reconhecido'', alerta ele, que está no mercado desde 1971, passando da lapidação para a confecção de jóias. Ele avisa aos novatos que, antes de se aventurarem no exterior, é preciso se estruturar para ter capacidade de honrar os compromissos firmados.
Ricardo Vancox, designer da Vancox, seguiu à risca essas recomendações. Ele fez sua primeira aparição no exterior em 1999, na feira internacional em Basel, na Suíça - uma das mais requintadas e importantes do mundo. Foi depois do evento que começou a levar glamour e brilho aos clientes estrangeiros. Hoje, exporta 65% da produção para EUA, Inglaterra, França, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
No início, lembra Ricardo, o objetivo era apenas estar no exterior. ''Agora, já nos preocupamos com os pontos-de-vendas, com a estrutura das lojas para expor nossas jóias.'' As peças da Vancox saem do Brasil com embalagem padronizada - estojos de madeira e papel específico para os produtos.





