Gionédis quer cancelar reajuste no Banestado
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sábado, 22 de novembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, pretende cancelar o reajuste salarial proposto pela diretoria do Banestado aos funcionários do banco. Na próxima sexta-feira, ele se reúne com os demais membros do Conselho Administrativo do Banestado para propor o cancelamento de qualquer reposição. A proposta de reajuste tinha sido feita pela presidência do banco nesta quarta-feira, após uma manifestação dos bancários. Os funcionários concordaram com o aumento em uma assembléia feita anteontem à noite.
Gionédis alega que o banco não está em condições de repassar qualquer reajuste para os salários. Se uma empresa está indo bem dá-se um aumento. Se a empresa está passando por dificuldades não se dá nada, afirmou o secretário. Ele defende reajuste zero.
A proposta feita pelo presidente do banco Manoel Garcia Cid pretendia dar 5% de reajuste em julho do próximo ano. O banco daria ainda dois abonos salariais: um seria de 40% sobre o salário individual a ser pago em janeiro e o segundo de 20% do salário a ser pago em maio. Em dezembro, os funcionários receberiam um bloco a mais de vale-alimentação, que renderia mais R$ 130,00.
Por mim cortava tudo. Não daria nenhum centavo, afirmou Gionédis. Ele disse que representa apenas um voto a mais no Conselho Administrativo do Banestado, mas tem certeza de que a sua proposta vai passar.
O Sindicato dos Bancários foi pego de surpresa com a declaração do secretário. O presidente da entidade Pedro Eugênio Leite fez críticas à atitude dele e à falta de sintonia entre o banco e a Secretaria da Fazenda. Se a proposta do banco não tiver validade, acho que o Neco (Manoel Garcia Cid) e os demais diretores devem colocar seus cargos à disposição, pois estão sendo tratados como moleques pelo secretário, sugeriu Leite.
O presidente do sindicato disse que todas as negociações foram abertas e que estavam sendo acompanhadas pelo governo. Gionédis garante que houve falha de comunicação. Eu não sabia disso (reajuste). Faltou comunicação, afirmou.


