Gionédis nega irregularidades Arquivo Folha O secretário da Fazenda do Paraná, Giovani Gionédis (foto), estará amanhã, em Brasília, para um encontro com o diretor de Assuntos dos Estados e Municípios do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas. Ele irá detalhar ao representante do BC a operação de adiantamento de R$ 80 milhões do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) feito pela Petrobras ao Estado, em dezembro de 99. ‘‘Não tomamos dinheiro emprestado, apenas antecipamos um crédito que iríamos receber de qualquer jeito. Quando se toma dinheiro emprestado, cria-se uma dívida. Não criamos nenhuma dívida com a Petrobras’’, comentou Gionédis. Segundo ele não houve operação de crédito, e é isso que irá expor em Brasília. O montante remetido no final do ano pela empresa ao Paraná seria repassado somente neste mês de março. A Petrobras recolhe mensalmente R$ 84 milhões em ICMS, referente às vendas de tudo o que é produzido na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. A operação efetuada em dezembro estará liquidada no próximo dia 20, quando os R$ 80 milhões serão descontados do repasse que a Petrobras fará nessa data ao Estado. Ainda segundo o secretário de Estado da Fazenda não houve desobediência à Resolução 78 do Senado, que determina que todas as operações de empréstimos entre governos e empresas sejam antes apreciadas pelo legislativo federal. Porém, está em tramitação no Senado Federal a regulamentação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que restringirá operações financeiras entre os governos estaduais e municipais junto às empresas públicas e privadas, para a antecipação de tributos. Pela nova lei esta prática será proibida.