Gionédis critica adiamento e diz que mercado está parado
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Carmem Murara 
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, criticou ontem a decisão dos demais secretários estaduais da Fazenda de adiar para para a próxima terça-feira a votação da redução da alíquota do ICMS para automóveis. Se marcamos uma reunião extraordinária para esta terça-feira é porque o assunto era urgente, afirmou Gionédis, minutos após ter deixado a reunião do Confaz).
Gionédis disse que defendeu a proposta de votar ainda ontem a redução de 12% para 9% na alíquota do ICMS, mas a maioria dos secretários alegou que precisava analisar melhor a matéria. Temos que entender que o mercado de automóveis está parado, aguardando as novas tabelas com o imposto reduzido. Gionédis ressaltou que as revendedoras e o público não estão comprando carros, desde que o governo federal e alguns Estados sinalizaram com a redução do IPI e ICMS.
A alíquota do IPI cairá conforme o modelo do carro, podendo chegar a 50%, enquanto o ICMS terá uma retração de 12% para 9% em todos os Estados. São Paulo e Paraná, dois Estados que têm produção de carros, estão dispostos a diminuir a alíquota o mais rápido possível. Minas Gerais, o terceiro Estado produtor de automóveis, não quer baixar alíquotas sob alegação de que não pode perder arrecadação. Tanto São Paulo quanto Paraná defendem a tese de que redução de impostos significa estimular o consumo e garantir a mesma arrecadação tributária.


