Uma bola chutada alta passa longe do gol. O tiro de meta cobrado rapidamente pelo goleiro cai nos pés do jogador que mata o tempo. As 3 mil pessoas da torcida - embora muitos duvidassem de que o Colossinho fosse abrigar mais do que 2.500 espectadores - quase puseram o ginásio abaixo, empurradas pelo desejo de ver a rede balançar.
Ecos como esse do passado do esporte amador não conseguiram fazer barulho suficiente para silenciar o desaparecimento das ruínas do Colossinho, que há anos faziam parte da paisagem urbana dos londrinenses, lembrando a antiga praça esportiva e cultural da cidade.
''Colossinho: um sonho acabou'', já prognosticava uma matéria publicada na Folha, no início da década de 80, antecipando o vazio que hoje os londrinenses vêem ao passar pelo local.
O ginásio de tantas glórias já vivia os seus dias de esquecimento com a construção do Moringão, sendo que a maioria dos atletas queria jogar no maior ginásio paranaense na época.
Comprada em 1973 pela empresa J. Alves Veríssimo, que pretendia construir ali um hipermercado, o Ginásio de Esportes do Instituto Filadélfia - o Colossinho - sucumbiu, apesar de durante 15 anos ter sido o maior espaço esportivo londrinense e assistir ao aparecimento de craques, como Lau, Mexicano, Rosasco, Mineiro, Tigrão e Jaiminho.
Trajetórias do esporte amador e da cultura londrinense destacaram-se no cenário construído por Jonas de Faria Castro e Rui Ferraz de Carvalho, fundadores do estabelecimento particular de ensino secundário, que incluía o ginásio - relíquia do história, mas que não resistiu ao progresso. (F.L.)

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