Gigante dos EUA confirma suspensão a couro brasileiro e norueguesa faz ameaça
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quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Reportagem local 

A VF Corporation, gigante do setor de moda dos Estados Unidos e responsável por marcas como Timberland, The North Face, Kipling e Vans, confirmou, em nota enviada ao "Estado de S.Paulo" na noite de quarta-feira (28), que decidiu não seguir se “abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para os negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no País”. A suspensão de novas aquisições foi incentivada pelas queimadas na Floresta Amazônica e gerou polêmica, após divulgação de uma carta do CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) ao Ministério do Meio Ambiente, que demonstrava preocupação com a imagem do agronegócio e do País diante de "alguns dos principais importadores mundiais".
Na tarde de quarta-feira meios de comunicação como o "Estado" noticiaram que o presidente do CICB, José Fernando Bello, havia voltado atrás na carta, por não ter checado a questão com a empresa importadora. O presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais para dizer que os jornais que deram a notícia "torcem contra o país" e que o CICB havia negado a suspensão.
Em nota à "Folha de Londrina" no mesmo dia, a assessoria da entidade informou apenas que há preocupação com a imagem da indústria do couro brasileira, que garante rastreabilidade ao produto com respeito ambiental, e que todos os agentes públicos e privados precisam ser avisados da situação, sem recuar do documento enviado ao governo. A VF Corporation confirmou, em nota, as informações da carta do CICB. "A VF Corporation e suas marcas decidiram não seguir abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para nossos negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no país”, informou.
AMEAÇA
A maior produtora mundial de salmão, a norueguesa Mowi ASA, ameaçou parar de comprar a soja brasileira usada como ração na criação se o País não coibir o desmatamento. “É importante que nós e todos que compram bens do Brasil digam claramente que a floresta tropical deve ser preservada e a situação atual é inaceitável", disse Catarina Martins, diretora de sustentabilidade da empresa. (Com Agência Estado)


