Gestão energética gera preocupação
O temor de que ocorra racionamento de água gera preocupação diante das previsões de chuvas abaixo do necessário em abril. Assim como no abastecimento, a redução na vazão de água prejudicará a produção em hidrelétricas, o que elevará o uso de termelétricas, que geram energia mais cara e com emissão de gás carbônico pela queima de óleo.
Para o gerente de Metodologias e Conteúdos do Akatu, Dalberto Adulis, o crescimento econômico desconsidera custos ambientais. Ele cita que o Brasil tem se apegado cada vez mais no agronegócio, que consome 70% da água do País. "O consumo cresce e estamos sujeitos a fenômenos externos", diz.
Para ele, faltaram planejamento e investimentos para garantir o abastecimento, principalmente energético. O custo, diz, virá para o consumidor, que sofrerá com o aumento da tarifa a partir de 2015. O governo também separou R$ 4 bilhões para bancar parte do uso de termelétricas, além de autorizar crédito financiado para que distribuidoras paguem dívidas com geradoras.
O gerente da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Renato Jardim, porém, vai além. Ele afirma que o custo da energia põe em risco a produção nacional, porque novos contratos de fornecimento têm sido negociados com até 300% de aumento. "Talvez o governo tenha de trabalhar com a desoneração mais forte para o setor de energia", diz. (F.G.)





