Eliana Aparecida Palu Rodrigues é assistente social no Hemocentro do Hospital Universitário da UEL, e trabalha na gestão do serviço de captação de doadores de sangue e de medula óssea. Assim, a perspectiva educativa está sempre presente em seu cotidiano. ''As pessoas precisam entender o papel do doador e como funciona o processo de coleta de órgãos para poder se decidir por fazer a doação'', diz. A divulgação de campanhas educativas proporcionou uma grande mobilização da sociedadr no ano passado. E os resultados começam a aparecer. ''Percebo que as pessoas estão procurando espontaneamente os pontos para doação de órgãos'', observa.
Em sua opinião, o dinamismo e a diversidade de campos de atuação são os pontos mais interessantes da profissão. Eliana ressalta ainda que o assistente social tem a possibilidade de visualizar a situação das pessoas como um todo. Mesmo na área da saúde, os atendimentos não estão focados somente nas doenças e intervenções em si. No HU, exemplifica, a assistente realiza atendimentos com pacientes e famílias, dando assistência, encaminhamento de recursos comuns, além de gestão de políticas e serviços. Seu trabalho também se faz de forma integrada com outras profissões.
''Os assistentes sociais são profissionais que estão sempre lutando para garantir direitos fundamentais. É um processo de resgate e exercício de cidadania'', conceitua a assistente social do Hemocentro. Portanto, entre as características fundamentais para quem quiser seguir a profissão estão a capacidade de planejamento e de mobilização, saber ouvir, habilidades em comunicação (para fazer atendimentos individuais e grupais), além da constate busca por conhecimento e aperfeiçoamento. ''É preciso estar sempre criando, inovando, buscando novas alternativas'', aconselha Eliana Rodrigues. (L.A.S.)

mockup