Gestão dos projetos é fundamental para melhorar modais de transporte
A vice-presidente da Abrapos, Denise Deckers do Amaral, atua na área de transportes no País e comentou durante a conferência ontem que a primeira vez que se falou sobre o tema "gargalos logísticos" de forma sistemática foi em 2003, quando o Brasil atingiu uma safra recorde de grãos.
Denise ressaltou que um dos grandes entraves que faz com que o governo federal tenha dificuldade de atuar nessa área são os valores exorbitantes que devem ser investidos. "Demanda recursos elevados e muito tempo para executar as obras, são ações de longo prazo. Para se construir um armazém, o custo é de R$ 450 por tonelada transportada, para se construir uma rodovia, R$ 1 milhão por tonelada e uma ferrovia, R$ 4,5 milhões por tonelada. São recursos muito altos, mas não há dúvidas de que é preciso começar."
De forma geral, Deckers relatou que existem projetos sendo desenvolvidos pelo governo para atenuar os problemas. Ela explicou que o modal de transporte mais barato é a hidrovia e que se encaixa muito bem em um país de dimensões continentais como o Brasil. "Em 2013, foi movimentado no Brasil apenas 20 milhões de toneladas por hidrovias, um volume insignificante. E no ano passado foi lançado um plano hidroviário para que em 2030 esse número já esteja na casa das 120 milhões de toneladas".
No caso das ferrovias, a vice-presidente da Abrapos comenta que hoje há apenas 23 mil quilômetros de malha ferroviária, "talvez o único País que essa malha diminuiu ao invés de aumentar". "O Programa do governo é no sentido que aumente essa malha em mais 11 mil quilômetros. Ações estão sendo feitas, mas além de tempo e dinheiro, precisamos melhorar a gestão dos projetos que estão sendo realizados no País", avaliou. (V.L.)





