O gerente do posto de combustível Nova Higienópolis, Sandro Vicente Zanchet, foi preso ontem por volta das 11 horas após apresentar-se à Polícia Civil de Londrina. Ele está preso no 2º Distrito Policial. À tarde, Zanchet prestou depoimento à juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão.
Zanchet estava foragido desde 12 de novembro, quando a juíza decretou a prisão preventiva dele e de outros seis empresários, que continuam foragidos. O depoimento demorou mais de duas horas e foi acompanhado pelos promotores substitutos Roberto Tonon Júnior e Rafael Adalberto Soares.
O advogado de Zanchet, Garibaldi Menezes Deliberador, disse que entrou com pedido de revogação da prisão preventiva para que seu cliente responda o processo em liberdade, ''por ser réu primário ter bons antecedentes e endereço fixo''.
Até a próxima segunda-feira, também devem se apresentar à Polícia os gerentes do Posto 12, Nilo Joji Morishita, e do Posto Itália, Marcos Antonio Suriam. A informação é do advogado Carlos Franchello, que está assumindo a defesa de ambos. ''Estou aguardando a documentação para apresentar a defesa no Fórum. Eles irão se apresentar à Polícia e serão levados para falar em juízo. Pedirei a revogação da prisão deles.''
Os dois estão no Mato Grosso. Sandro Zanchet estava na casa de parentes no Rio Grande do Sul. Ele disse que esteve foragido para estudar o processo. Zanchet e os outros réus estão sendo acusados de formação de cartel e constrangimento ilegal de testemunhas.
Zanchet conta que resolveu se apresentar para esclarecer dúvidas sobre as acusações. Ele negou que exista cartel para formação de preços de combustível em Londrina. ''Aqui há muita concorrência, e não cartel. Londrina tem um dos combustíveis mais baratos do Brasil.''
O advogado Deliberador disse que assumiu a defesa de Zanchet na semana passada e o orientou a se apresentar. Segundo Deliberador, outros donos de postos também já o procuraram.
São também réus nessa ação Reginaldo Monteiro, dono do Posto 7; Maxuell Pavesi, dono da Rede Petromax; Ismael Anselmo, dono do Posto 10 de Dezembro; e Luiz Jorge Bolognesi, do Posto 15.
A juíza Oneide Negrão disse que não ia dar entrevista sobre o caso. O promotor Roberto Tonon também não quis falar com a imprensa. Ele disse apenas que o depoimento trouxe informações novas que serão usadas no processo.

mockup