Gerente de loja omite preço e acaba preso por promotor
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sábado, 15 de dezembro de 2001
Sid Sauer<br>De Campo Mourão 
O promotor da 1 Vara Cível de Campo Mourão, Inácio de Carvalho Neto, deu voz de prisão ontem à tarde para o gerente da loja Magazine Luíza, Luiz Carlos Degolim. Segundo o promotor, a loja não vinha cumprindo o artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor, que obriga a fixação de preços e taxas de juros nos produtos em exposição.
O promotor estava acompanhado por policiais militares, que levaram o gerente preso à 16 Subdivisão Policial. Degolim prestou depoimento ao delegado operacional Lindomar Alves Júnior e foi solto após pagar fiança de R$ 150,00. A pena para esse tipo de infração é detenção de três meses a um ano e pagamento de multa a ser fixada pelo juiz.
Carvalho Neto disse que já havia alertado a gerência da loja sobre o problema por três vezes. A primeira vez ocorreu há três meses. A última foi na segunda-feira, quando o promotor avisou Degolim que iria abrir um inquérito civil público contra o estabelecimento. ''Vamos tomar providências quanto a outras lojas que estejam na mesma situação'', disse Carvalho.
Degolim não quis dar entrevistas. Para a polícia, ele disse que o promotor havia pedido apenas a fixação de cartazes com as taxas de juros cobradas pela empresa, o que teria sido feito. O mesmo promotor já havia dado voz de prisão, há cerca de seis meses, ao gerente do supermercado Super Muffato pela venda de mercadorias com validade vencida.


