Curitiba - Um mercado que está em expansão no Brasil e vai movimentar dezenas de milhões neste ano é o de gerenciamento de riscos. Esse foi o cenário apresentado ontem no I Encontro Paranaense sobre Gerenciamento de Riscos, realizado em Curitiba. O evento contou com a presença de empresas de todo o País que já têm experiência na atividade. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), por exemplo, investiu US$ 19 milhões desde 1997 para diminuir os riscos da empresa. O resultado foi uma economia de US$ 2 milhões por ano nos gastos com seguro.
O encontro de ontem foi o primeiro da área no Sul do Brasil. A capital paranaense se destaca no assunto porque possui um curso de especialização, o MBA em Gerenciamento de Riscos, na Universidade Federal do Paraná (UFPR). ‘‘A atividade não é nova, mas agora que está sendo praticada’’, disse o coordenador do curso, J. Amaro dos Santos.
Para ele, as empresas começam a investir no gerenciamento de riscos, sejam ambientais, econômicos ou industriais, para acompanhar as mudanças na sociedade. ‘‘Com a solidificação do Código de Defesa do Consumidor, com projetos de qualidade como o ISO 9000, vemos que há exigências de clientes e fornecedores que necessitam de investimentos’’, avaliou.
A forma mais tradicional de reduzir custos é repassá-los para terceiros, como o seguro, explicou Amaro. ‘‘Para dar conta disso os seguros estão se sofisticando. Mas ao mesmo tempo o investimento em gerenciamento de risco pode baratear e até substituir o seguro’’, afirmou o diretor de contratos e seguros da Varig, Marco Antônio Castro.
Segundo o gerente de seguros da CSN, Carlos Tessarollo, é difícil mensurar os gastos das empresas com gerenciamento de riscos. ‘‘Em tese, é preciso gastar tudo que for necessário. Não é gasto, mas investimento’’, afirmou. Com a aplicação de US$ 19 milhões, a CSN conseguiu reduzir para zero o número de acidentes nos últimos dois anos, sendo que a frequência de ocorrências era semanal - informou Tessarollo.

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