Gerando e exportando talentos
Londrina também é um ambiente propício para o desenvolvimento do setor. O presidente do APL de TI observa que a grande mola propulsora é a presença de instituições de ensino técnico e superior que ofertam cursos da área. Só em nível superior, são nove instituições formando profissionais e gerando conhecimento. Também há oferta de cursos em nível de pós-graduação, como o mestrado em Ciências da Computação da Universidade Estadual de Londrina; dois cursos de especialização oferecidos pelo Senai Londrina: ''Gestão da Segurança da Informação em Redes de Computadores'' e ''Gestão de Projetos''. Além dos cursos de formação, há ainda a presença de incubadoras de empresas de base tecnológica, como a Aintec/Intuel (Agência de Inovação Tecnológica/Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UEL).
Com isso, Londrina também se transformou em uma grande produtora de mão de obra especializada para o setor. Segundo o coordenador da Área de Computação da Unifil, Sergio Tanaka, o município é um dos maiores exportadores de profissionais de TI para outras regiões do País. ''Os profissionais que se formam aqui vão embora em busca de melhores salários e de tecnologias mais avançadas'', explica.
Tanaka, que também é empresário do setor, observa que há uma grande demanda por este tipo de mão de obra. Ele diz que estimativas indicam que, em nível nacional, existe uma oferta de 110 mil vagas em empresas de TI. ''Em Londrina não temos esse tipo de levantamento. Mas a procura é muito grande também: todos os dias recebo pelo menos dois ou três e-mails de empresários solicitando a indicação de profissionais'', afirma, observando que a demanda extrapola as empresas de TI. ''Hoje há necessidade desse tipo de profissional em todos os setores da economia'', argumenta. (G.R.)





