As empresas geradoras de energia elétrica cobraram ontem uma posição mais clara da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para as novas regras que vão vigorar a partir do dia 1º de setembro, quando entrar em operação a nova estrutura do Mercado Atacadista de Energia (MAE).
Reunidos ontem em Curitiba, os integrantes da Associação Brasileira das Grandes Empresas Geradores de Energia (Abrageg), reclamaram da falta de definição para uma mudança que está prestes a acontecer. O MAE passará a ser o órgão responsável pela intermediação na compra e venda de energia no atacado, até que ocorra a desregulamentação total do setor.
‘‘Queremos clareza e garantias de bom funcionamento’’, pediu o presidente da Abrageg, Flávio Neiva. Ele ressaltou que os investidores estão muito cautelosos devido à falta de definição das leis no setor energético. Segundo Neiva, é necessário garantir a venda de energia.
O presidente da Abrageg destacou ainda o problema da falta de energia que o País pode enfrentar a curto prazo, inclusive no próximo ano dependendo da quantidade de chuvas. Neiva disse que para este ano os reservatórios de energia estão com capacidade satisfatória e por isso não há risco de racionamentos. Houve ainda uma série de novidades que garantiram uma tranquilidade. Entre elas, a decisão de começar a importar energia elétrica da Argentina, que numa primeira etapa representa 1 milhão de megawatts a mais no sistema.
Na região Sudeste, os reservatórios estão 33% abaixo de sua capacidade normal. ‘‘Se não chover bem durante a estação das chuvas (outubro a abril) não haverá garantias para o próximo ano’’, comentou o presidente da associação. Algumas usinas hidrelétricas como a de Itá e Porto Primavera garantem uma injeção maior de energia elétrica, mas elas só poderão operar se chover de maneira satisfatória.

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