Segundo o consultor empresarial Wellington Moreira, da Caput Consultoria, é preciso considerar, em primeiro lugar, que nem todos os nascidos a partir de 1980 terão o estereótipo dos jovens da geração Y. "Não é porque tem 25 anos que vai ter este estereótipo. Ele pode ter traços de outras gerações." Depois, deve-se levar em consideração que o jovens não mudam de emprego com pouco tempo de trabalho porque querem, mas porque têm pressa para que algo dê certo. E se começam a ver que na empresa não terá perspectiva de crescimento, nem tarefas desafiadoras, pulam para outra empresa.
"Mas não é pelo fato de que são nômades. Uma das características desta geração é que eles são imediatistas, têm sede por algo dar certo e, quando veem que não dá, mudam de emprego para encontrar um lugar onde terão seu espaço." De acordo com Moreira, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e boa remuneração são outros pontos buscados pela geração Y em seus empregos.
Diante deste cenário, o caminho, conforme o consultor, não é "reter" estes profissionais, e sim "engajá-los" de forma que se sintam comprometidos com a empresa. Dependendo do segmento de atuação da empresa, o uso de ferramentas tecnológicas na sua rotina também pode ser uma forma de fazer isso. "As empresas não sabem como lidar com isso. Dependendo do segmento de mercado, vai ser cada vez mais real usar ferramentas tecnológicas para engajar mais as pessoas." (M.F.C.)

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