Geração de empregos no PR será menor em 2008
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As perspectivas de geração de empregos no Paraná neste ano são positivas mas não devem atingir o mesmo volume de 122 mil vagas criadas em 2007. A estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é que o número de postos de trabalho criados fique entre o nível de 2006 (86 mil vagas) e do ano passado. Caso a previsão se confirme, seria o terceiro melhor desempenho só perdendo para 2004 e 2007. O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que a crise econômica que vive os Estados Unidos pode afetar a economia mundial e a do Paraná, o que levaria a redução de exportações e dos preços das commodities agrícolas.
Outro fator que deve levar a geração de empregos ser menor são os juros altos praticados no Brasil. Silva lembrou que em 2007 houve a recuperação da agricultura e da agroindústria o que colaborou para a criação de empregos. Neste ano, estes setores não devem ter um desempenho tão positivo como no ano passado.
A pesquisa do emprego regional divulgada ontem pelo Dieese apontou que os municípios com menos de 50 mil habitantes apresentaram o maior crescimento em percentual e fecharam 2007 com alta de 7,40% o que representou 38.390 vagas. Segundo Silva, este resultado está diretamente relacionado com o bom desempenho da agricultura e da agroindústria e com a recuperação dos preços agrícolas. Em contrapartida, os 29 principais municípios apresentaram um crescimento de 6,26% o que equivale a 83.971 vagas.
Das dez mesorregiões geográficas do Paraná, seis tiveram crescimento superior ao do Estado que fechou 2007 com crescimento de 6,58%. O melhor resultado ocorreu no Norte Pioneiro com aumento de 9,67%, com destaque para as microrregiões de Cornélio Procópio (+12,79%) e de Ibati (+18,17%). O segundo melhor desempenho foi da messorregião do Noroeste com crescimento de 9,06% com destaque para Paranavaí (+10,94%) e Cianorte (+9,88%). A terceira posição ficou com o Sudoeste que cresceu 7,83%.
O Norte Central ficou na sétima colocação com crescimento de 6,34%, com aumento de 6,32% em Londrina e 6,62% em Maringá. Nesta messorregião, os setores que mais contribuíram para elevar o índice de empregos foram a indústria de transformação (10.143 vagas), o comércio (6.168 vagas) e a área de serviços (5.855 vagas).
Em Londrina, o setor que teve mais crescimento em percentual foi a construção civil (11,99% e 488 vagas). Em volume, a área de serviços gerou o maior número de empregos (2.206 vagas), seguida do comércio (1.824) e da indústria de transformação (1.441). Em 2007, Londrina foi a cidade do Estado que mais gerou empregos em volume e só perdeu para Curitiba (30.572 vagas). Em percentual, os três municípios com melhor desempenho foram Sarandi (13,46%), Colombo (11,70%) e Pinhais (11,39%). Os piores ficaram com Campo Largo (1,14%), Piraquara (2,06%) e Guarapuava (2,64%). Campo Largo foi diretamente afetada pelas demissões da TMT Motoco e da fábrica de porcelanas Schmidtt.


