Curitiba - O Paraná fechou os sete primeiros meses do ano com a geração de 105.283 empregos o que representou um crescimento de 5,66% de janeiro a julho. A maior parte das vagas foram criadas no interior do Estado, que respondeu por 73,59% do total. O número de postos de trabalho gerados nos primeiros sete meses do ano é 36,90% maior do que o volume do mesmo período do ano passado, quando o Estado criou 76.906 vagas.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, disse que o Paraná segue com tendência de aceleração no emprego. Os principais fatores que trouxeram resultados positivos para a geração de postos de trabalho foram a redução dos juros, a inflação baixa, os aumentos reais obtidos pela maior parte das categorias profissionais, a elevação do volume de crédito e o aumento real do salário mínimo. Além disso, o Paraná que é forte na área agrícola, teve os reflexos da recuperação da agricultura e da agroindústria que contribuíram para a criação de empregos.
Ele prevê que o Estado encerre este ano com mais empregos gerados do que no ano de 2006 quando foram criados 86 mil novos postos de trabalho. No entanto, 2007 não deve superar 2004, que teve o melhor resultado desde 1992. Segundo Silva, apesar da recuperação da agricultura e da agroindústria, a valorização do real frente ao dólar tem atrapalhado as exportações de alguns setores, o que não contribui para a geração de empregos.
Nos primeiros sete meses do ano a indústria de alimentos e bebidas, a agricultura e o comércio varejista foram responsáveis por 46,2% do total de empregos gerados no Estado. Os três setores somaram 48.680 novas vagas. Além destes segmentos, também tiveram bom desempenho os setores de hotéis e restaurantes (8.167 vagas), construção civil (7.082), outros serviços (vigilância, segurança e empresas de recursos humanos - 6.503 vagas), têxtil e vestuário (6.339), transportes e comunicações (3.997), ensino (3.283) e madeira e mobiliário (2.732).
No ano, o Paraná ficou na terceira colocação nacional em geração de empregos só perdendo para São Paulo que criou 545.582 vagas e Minas Gerais com 187.201 empregos. Ao comparar janeiro a julho deste ano com o mesmo período do ano passado, os setores que tiveram maior crescimento foram a indústria de transformação (76,54%) e o comércio (72,07%).
Julho - Em julho, o Estado teve um crescimento de 0,51% no nível de emprego, o que significou a criação de 10.068 vagas. Este foi o segundo melhor mês de julho desde 1992, só perdendo para 2004 quando foram gerados 11.771 postos. Ainda no mês passado, o Paraná ficou na melhor colocação entre os Estados do Sul.
Os setores que mais geraram empregos no mês passado foram o comércio varejista (1.764 vagas), outros serviços (1.608), indústria de alimentos e bebidas (1.344), construção civil (1.296) e hotéis e restaurantes (757). As maiores quedas foram registradas no ensino (-226 vagas), agricultura (-110) e serviços industriais e de utilidade pública (-89).
Na Região Metropolitana de Curitiba foram criados 4.123 postos, o que representa um crescimento de 0,53%. Este foi o melhor mês de julho desde 1992, quando o Dieese iniciou a pesquisa.

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