Geração de empregos em Curitiba bate recorde
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A geração de empregos em Curitiba bateu recorde no mês de agosto. Foram criadas 3.674 vagas, o que significou um crescimento de 0,63%, o melhor desempenho desde o início da pesquisa em 1999. A alta dos juros no Brasil e a crise financeira nos Estados Unidos ainda não atingiram o crescimento do emprego. No entanto, o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, acredita que o País seja afetado na geração de vagas já a partir do início de 2009. Segundo ele, esta é a pior crise mundial desde 1929.
''Em algum momento, a crise financeira dos EUA e o aumento da taxa de juros (Selic) no Brasil vão impactar no emprego. A crise já trouxe instalibilidade e insegurança e freia a expectativa das pessoas e dos empresários'', disse. Ele destacou que já há uma restrição de crédito mundial que afeta os investimentos das empresas e as exportações.
Com o saldo de agosto, Curitiba alcançou o total de 581.025 trabalhadores com carteira assinada. A previsão é que Curitiba feche o ano com a geração de 40 mil vagas. Segundo o secretário municipal do trabalho e emprego, Raul D'Araujo Santos, o aumento da renda, do emprego e a ampliação do crédito são os fatores que estimularam o crescimento do emprego. No Estado foram criadas 14.695 vagas em agosto.
De janeiro a agosto, o número de vagas aumentou 5,35% o que equivale a geração de 29.510 postos de trabalho, maior volume desde 1999. Nos últimos 12 meses, a Capital teve um crescimento de 7,05% no nível de emprego, o que significou a geração de 39.495 vagas. No Paraná, no mesmo período houve crescimento de 7,17%.
Em agosto, o setor que mais gerou vagas em volume foi serviços com 1.932 novos postos de trabalho. Em variação percentual, a construção civil ficou no topo do ranking com um crescimento de 1,38%. Cordeiro explicou que a construção vem sendo beneficiada pelo aumento do acesso ao crédito, pela queda dos juros, o aumento da renda, a estabilidade econômica e o elevado déficit habitacional.


