Curitiba - O Paraná atingiu nos dois primeiros meses do ano um crescimento de 1,48% no nível de emprego com a geração de 35.375 postos de trabalho. Sem considerar as declarações entregues fora do prazo e os acertos de movimentação, o saldo de empregos formais no primeiro bimestre é de 34.755 empregos, o melhor saldo desde 1992, quando teve início a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Apenas no mês de fevereiro, houve um crescimento de 0,83% com a criação de 19.801 vagas. Este foi o melhor saldo para o mês de fevereiro dos últimos 19 anos e acima do desempenho nacional que foi de 0,78%.
No segundo mês do ano, o interior apresentou um aumento de 0,91% no nível de emprego e a Região Metropolitana de Curitiba de 0,71%. No primeiro bimestre de 2011, a RMC teve um aumento no nível de emprego de 1,33%, com a geração de 13.082 empregos. No interior do Estado houve um crescimento de 1,60%, com a geração de 22.293 postos. Com o resultado de fevereiro, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada no Paraná é de aproximadamente 2,378 milhões.
No primeiro bimestre, quase todos os setores apresentaram aumento no nível de emprego, com exceção da agropecuária que demitiu 1.031 trabalhadores e teve queda de -0,97% na geração de empregos.
Os setores que tiveram os melhores resultados na geração de empregos foram outros serviços (5.633 vagas), construção civil (5.261), hotéis e restaurantes (4.828), têxtil, vestuário (2.762), ensino (2.314), comércio atacadista (2.019), transportes e comunicações (1.558), produtos alimentícios e bebidas (1.409), metalúrgica (1.387) e material elétrico e de comunicação (1.322).
O economista do Dieese, Sandro Silva, acredita que a geração de empregos vai continuar acelerada no Estado. No entanto, pode acontecer uma redução do nível de emprego no segundo semestre, dependendo da política econômica do governo federal, principalmente, se ocorrer aumento de juros.

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