Curitiba A produção e a geração de empregos da indústria de transformação paranaense estão desacelerando e os salários estão diminuindo. Estas foram as principais conclusões geradas pelos indicadores conjunturais do setor em maio, divulgados ontem pela Federação dos Trabalhadores na Indústria do Paraná (Fetiep) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Segundo os números da pesquisa, nos cinco primeiros meses de 2005 a produção industrial cresceu 6,54% no Estado na comparação com o mesmo período no ano passado. Entre janeiro e maio de 2004, o crescimento foi de 10,05%. O saldo de emprego (diferença entre contratações e demissões) nos cinco primeiros meses deste ano foi de 24,6 mil vagas. No mesmo período em 2004, o saldo foi de 35,1 mil.
''Esse desaquecimento é resultado da política econômica do governo federal, que aumentou os juros entre setembro do ano passado e maio de 2005, e do impacto nas exportações decorrente da valorização do real'', comentou Sandro Silva, técnico do Dieese.
Os subsetores onde houve maior geração de empregos foram indústria de alimentos, bebidas e álcool, têxtil e de vestuário, material de transporte e material elétrico e de comunicação. O pior desempenho foi da indústria da madeira e do mobiliário, com redução de 629 postos de trabalho.

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