Geração de empregos acena com crescimento
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quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba A geração de empregos formais no Paraná, durante o mês de agosto, manteve o ritmo desacelerado que vem marcando o ano de 2005 mas, mesmo assim, representou o segundo melhor resultado para o mesmo período dos últimos 13 anos. O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) revelou um saldo de 10.319 novos empregos, que correspondeu a um aumento de 0,57% sobre o mês anterior.
O resultado foi superado somente pelo ano passado, quando o crescimento da economia proporcionou a geração de quase 19 mil empregos no mês de agosto. No acumulado de janeiro a agosto de 2005, foram gerados 89.528 empregos no Estado, uma elevação de 5,23% sobre o mesmo período do ano passado.
Do total de empregos gerados, 75% foram no Interior e 25% na RMC. Isso representa que, após dois meses, o Interior voltou a ter desempenho melhor que a capital. Os setores de serviços, comércio e a indústria da transformação foram os que mais geraram os empregos. No acumulado do ano, as agroindústrias lideram as contratações, setor seguido pelo comércio varejista e pela agricultura.
O acompanhamento do perfil do emprego pelo Dieese mostra uma alteração na tendência de crescimento. Para o economista Sandro Silva, entre 2001 até junho de 2005, o Interior sempre apresentou melhor desempenho impulsionado pelos investimentos do agronegócio, beneficiado com a desvalorização cambial ocorrida em 1999. No final de 2003 e 2004, a RMC passou a gerar mais empregos do que ocorria anteriormente, estimulada pelo crescimento de setores voltados para o mercado interno. Entre setembro de 2004 a agosto de 2005, foram gerados 36.351 empregos formais na RMC. E no Interior, foram gerados 50.562 empregos, no mesmo período.
Para Silva, a desaceleração na geração de empregos que está ocorrendo este ano era esperada porque 2004 foi marcado pelo bom desempenho da agroindústria e retomada da economia estimulada pela redução das taxas de juros e queda da inflação. Este ano, o quadro foi alterado. O mercado externo, que ajudou a puxar o crescimento no ano passado, não foi igual este ano. A economia internacional cresceu menos, explicou o economista.


