Geração de emprego desacelera em julho
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
A geração de empregos com carteira assinada no Paraná foi mais fraca em julho no comparativo com o mesmo mês de 2010, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No mês passado, o Estado somou 123.004 admissões e 114.174 desligamentos, o que resultou no saldo líquido de 8.830 novos empregos, ante 10.446 de julho de 2010. Em Londrina, foram criadas 8.409 vagas e demitidos 7.439 trabalhadores, resultando em saldo positivo de 970 empregos.
O setor de serviços liderou o ranking no Paraná, com 4.174 novas vagas, seguido do comércio (2.156) e da indústria (1.286). A construção ficou com o saldo de 681 empregos. Em relação a junho deste ano, a geração de emprego aumentou 0,36% em julho: nos serviços houve acréscimo de 0,48%, comércio de 0,38%, indústria de 0,19% e construção de 0,49%.
''A exemplo do que vem acontecendo há um ano, o setor de construção experimentou crescimento em julho e ficou, inclusive, acima da média do Estado'', observou Lenina Formagi, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). Ela cogitou que o percentual obtido pelo setor de serviços pode estar relacionado a contratações para o Dia dos Pais.
Em Londrina
Em Londrina, o segmento de serviços voltou a liderar o saldo de contratações, com 667 vagas, seguido do comércio, que registrou saldo de 240 e, em terceiro lugar, ficou a construção civil, com 35 vagas de emprego. Os números de criação de vagas formais acumulados este ano no município totalizam 4.690 e no acumulado de 12 meses, 6.949.
A economista do Dieese observou que, no geral, 2011 não tem havido tanta geração de emprego como no ano passado.''Foi um ano atípico (2010), de recuperação por conta da crise econômica de 2009'', explicou. Como o crescimento foi muito acelerado, conforme Lenina, é difícil manter o mesmo nível por dois anos seguidos.
No Brasil
De acordo com o Caged, a geração de empregos com carteira assinada foi mais forte no interior do que nas grandes cidades em julho. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, essa tendência deverá se inverter a partir deste mês, por conta das encomendas de Natal. Segundo ele, o comércio e a indústria devem incrementar a atividade ao mesmo tempo em que passa o momento da criação expressiva de vagas de trabalho nestes setores. ''Com isso, as metrópoles passarão a criar mais empregos'', previu.
Em julho, as nove áreas metropolitanas analisadas pelo Caged foram responsáveis pela criação de 52.466 postos de trabalho formais, enquanto o interior desses conglomerados urbanos, por 54.407 vagas. (Com Agência Estado)


