Itu (SP) - A Geely Motors do Brasil deu a largada ontem em suas operações de importação e distribuição em território brasileiro, com a inauguração de uma concessionária padrão na cidade de Itu, interior de São Paulo. A partir do mês de março, a marca chinesa dará início às atividades com 15 concessionárias autorizadas em sete estados brasileiros, com previsão de venda de 3,5 mil unidades em 2014.
No Paraná, Londrina e Maringá serão as primeiras cidades a contar com pontos comerciais da Geely, em parceria com o grupo Tropical, já que a marca não terá lojas próprias. As outras revendas estarão em Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Florianópolis, Natal, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e São Paulo.
A Geely Motors do Brasil nasceu da parceria entre o grupo paulista Gandini e a chinesa Geely International Corporation, também proprietária da Volvo Cars. O primeiro Geely a ser comercializado no País será o EC7, sedã médio já vendido em 20 países. Em abril, está prevista a chegada do compacto GC2. Ambos serão montados na fábrica da Geely no Uruguai.
O presidente da Geely Motors do Brasil, Ivan Fonseca e Silva, diz que o processo de entrada no mercado brasileiro só foi concluído depois de "um longo caminho" de adaptação dos veículos para as exigências do mercado e para o gosto dos brasileiros. Ele explica a escolha da Geely como parceira do grupo brasileiro. "Escolhemos um grupo que é proprietário da Volvo e que poderá aplicar a experiência de mais de oito décadas desta marca em seus modelos", ressalta.
De acordo com Fonseca e Silva, critérios rigorosos também foram adaptados no processo de nomeação das concessionárias parceiras. "Neste momento, temos 15 revendas nomeadas, cujos empresários brasileiros são de reconhecida competência em seus mercados regionais", afirma.
O preço de venda dos dois veículos de estreia da Gelly ainda não está definido, segundo a mondadora "em virtude da tendência de alta do dólar". No entanto, estima-se que o EC7 custe em torno de R$ 50 mil e o GC2 cerca de R$ 30 mil.

Impostos
O contrato de representação, importação e distribuição entre a Geely Internacional Corporation e o Grupo Gandini - proprietário da Geely Motors do Brasil - está assinado desde julho de 2011. O objetivo era dar início imediato às operações. No entanto, em setembro do mesmo ano, o governo brasileiro anunciou mudanças na cobrança do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados, adiando os planos da Geely.
Com a diferenciação anunciada, houve acréscimo de 30% na alíquota do IPI, que passou a ser de 37% para veículos de 1.000 cilindradas (1.0) e de 41% a 43% para aqueles até 2.000 cilindradas (2.0). A regra abria exceção para os fabricados na Argentina, México e Uruguai. Dessa forma, em 2012, a Geely optou por implantar uma linha de produção em Montevidéu, com capacidade de produção de 20 mil unidades por ano.
"Sem a unidade no Uruguai, as operações seriam inviáveis. Por outro lado, o adiamento foi benéfico porque, durante 2013, foi possível estruturar melhor a empresa, com a contratação de profissionais experientes, que vão agregar valor à marca e ao consumidor brasileiro", conta Ivan Fonseca e Silva.

A jornalista viajou a Itu a convite da Geely

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