Geadas prejudicam produção de trigo no PR
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba As geadas dos últimos dois dias foram de forte intensidade e atingiram a produção de trigo das regiões sudoeste, centro-sul e parte do oeste do Paraná. Na Região Metropolitana de Curitiba, a produção de alface que não estava protegida em estufas foi toda perdida. Na Central Atacadista do Paraná (Ceasa) o chuchu aumentou 200% e a couve-flor aumentou 112% em relação à comercialização da semana passada.
O trigo que estava em fase suscetível, como floração e frutificação, certamente foi atingido disse o engenheiro agrônomo Richardson de Souza, do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. Segundo Souza, embora o volume de lavouras que se encontram nessa fase não seja tão expressivo, existem prejuízos e a Secretaria de Agricultura fará o levantamento das perdas.
Segundo o Deral, o milho da segunda safra (milho safrinha) não foi atingido pelas geadas porque está fora da fase de perigo. Cerca de 42% das lavouras já foram colhidos e da produção que se encontra no campo, 80% estão em fase de maturação e 20% em frutificação. As lavouras em frutificação concentram-se na região norte, não atingida pelas geadas.
Na Região Metropolitana de Curitiba, as temperaturas caíram próximas de zero na madrugada de sábado para domingo e queimaram a produção de alface que não estava protegido. O engenheiro agrônomo da Emater, Iniberto Hamerschimidt, estima que 70% da produção de alface cultivada nessa época do ano são protegidos por plasticultura. Segundo o técnico, os agricultores da Grande Curitiba tiveram informação prévia da ocorrência de geadas e aqueles que cultivam couve-flor tiveram tempo de proteger aquelas que estavam próximas de serem colhidas, com suas próprias folhas. ''Quem fez isso, não perdeu a produção'', disse.
A produção de outros produtos como tomate, vagem, pepino e abobrinha vem de outras regiões e por isso não devem ter seus preços alterados, disse o técnico da Emater. Conforme levantamento da Ceasa, além da alta acentuada nos preços da couve-flor e do chuchu, outros 11 produtos também apresentaram elevação de preços: abobrinha verde (42%); aipim comum (14%); alface crespa (40%); beterraba (22%); tomate (55%); vagem macarrão (11%); abacate (10%); limão tipo Tahiti (22%); maçã nacional (6%); mamão comum (13%) e tangerina ponkan (33%).


