Geadas ainda não provocam perdas em lavouras no PR
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terça-feira, 09 de julho de 2002
Rosana Félix <BR>Equipe da Folha 
Curitiba A geada que atingiu ontem algumas regiões do Paraná não causou nenhuma perda para as principais lavouras do Estado. Na madrugada de ontem, a temperatura mínima registrada foi de 0,8 graus centígrados em Guarapuava. A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) era de temperaturas negativas na madrugada de hoje, o que ainda não ocorreu neste ano. Amanhã devem ocorrer novas geadas e depois disso a temperatura deve voltar a subir.
As únicas geadas que o Simepar havia registrado este ano foram na região de Palmas, entre os dias 25 e 26 de junho. Ontem ocorreu as primeiras geadas em todo o Paraná. As regiões Centro e Sul tiveram as mais fortes. Na região Norte e Oeste, foram de fracas a moderadas, mas as temperaturas baixaram de madrugada: 3,3 graus centígrados em Cascavel e 3,6 em Londrina. ''Londrina só deve ter geadas de baixada, o que não afeta o café'', disse o meteorologista Vilson Ferreira. Em Curitiba, a mínima foi de 5 graus centígrados. Como a temperatura não caiu tanto, os preços das hortaliças se mantiveram estáveis ontem no atacado da Região Metropolitana de Curitiba.
De acordo com o monitoramento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab), as lavouras que correm mais riscos são a de milho safrinha, concentradas nas regiões Norte e Oeste, feijão, trigo e café. ''No Norte, onde está o café, o trigo e o feijão, as geadas foram bem fracas'', disse a engenheira agrônoma do Deral, Vera Zardo.
Na região sul do Paraná também há plantações de trigo, mas estão na fase inicial e por isso não deverão sofrer com as baixas temperaturas. ''Nessa fase o frio é bastante benéfico'', afirmou. O milho safrinha, que é considerada uma lavoura bastante arriscada, já está na fase final, mas mesmo assim pode sofrer com geadas muito fortes. ''Se tiver geada, perde, não há como fugir'', afirmou. O que está preocupando os técnicos do Deral é a longa estiagem que a região de Londrina está sofrendo. ''Por causa da seca de mais de 40 dias, já há perdas irreversíveis no trigo, mesmo que chova agora'', relatou. O Deral ainda não tem estimativa de quanto pode ser a quebra de safra.


