Geada provoca aumento de preço nas hortaliças
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quarta-feira, 06 de setembro de 2006
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Como já era esperado, a geada que atingiu todo o Estado, nos últimos dois dias, refletiu nos preços de alguns produtos agrícolas. Na Ceasa Curitiba, os preços dos folhosos, principalmente, tiveram alta. O alface subiu 40%, passando de R$ 5,00 para R$ 7,00 a caixa com 18 pés, enquanto que a dúzia da couve-flor sofreu um aumento de 50%, sendo vendida a R$ 15,00. O analista de comercialização da central atacadista, João Perusso Veiga, ainda observa que os prejuízos nos pomares de frutas de caroço (pêssego, ameixa e nectarina) nos municípios de Lapa e Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, vão tornar os preços mais ''salgados'' para o consumidor no final do ano, quando ocorre a safra dessas frutas.
A boa notícia é que, mesmo com frio e geada, alguns produtos estão a salvo de grandes alterações de preço. É que a Ceasa e fornecedores da região de Curitiba reforçaram o abastecimento com mercadorias de fora do Paraná. A batata comum vem de São Paulo e do Rio de Janeiro e teve baixas sucessivas de preço, nos últimos dias. O tomate foi trazido do Espírito Santo e sofreu aumento apenas, ontem, de 25%, já que choveu bastante naquele estado e dificultou a colheita.
Da Bahia, a Ceasa exportou melão, que ficou mais barato 5% e mamão formosa, que reduziu também 4% no preço. A manga também veio de longe - Pernambuco - e não apresenta alteração de preço: a caixa de 20 quilos custa R$ 34,00 no atacado. Já de Sergipe, a Ceasa aguarda a chegada 15 mil quilos de batata doce e, do Mato Grosso e Tocantins, melancia. ''Enquanto aguardamos o pêssego chegar dos produtores da RMC, vamos receber a fruta de Paranapanema (SP). Como terá uma redução das frutas de caroço no mercado, vamos nos agilizar para atender a demanda do final do ano'', antecipa Veiga.
''Os agricultores de outros estados estão antenados com a queda da produção comum no período de inverno no Sul e já se prepararam para nos abastecer no momento de falta. Apesar do frete encarecer um pouco, conseguimos manter os preços mais baixos'', explica Veiga, aconselhando ainda o consumidor a trocar hortaliças que costuma comprar, por outras de época e mais baratas, como abobrinha, pepino, batata comum, batata doce e abóbora seca.


