SÃO PAULO - A geada que atingiu a Flórida há duas semanas, entre os dias 18 e 19 de janeiro, foi considerada a pior desde 1989, quando 15% da safra foi perdida. Uma das maiores processadoras de laranja dos EUA, a Tropicana, divulgou hoje estimativa de perda entre 10 a 15 milhões de caixas de laranja no estado da Flórida, cerca de 7% da safra prevista para 1996/97, de 220 milhões de caixas. Se confirmada, o prejuízo dos produtores daquele estado pode chegar a US$ 75 milhões.
‘‘Logo após a geada, a previsão era de perda de 6,3 milhões de caixas e, com o passar dos dias, este número está aumentando’’, explicou Gary Rodkin, presidente da Tropicana. As perdas tendem a aumentar porque, logo após a geada, que deixou as regiões produtoras com uma temperatura de até menos 2 graus centígrados por mais de quatro horas, a temperatura subiu para perto dos 20 graus, o que foi extremamente prejudicial para a safra. Alguns traders deste mercado estimam que cerca de 40% da atual safra foi afetada. Segundo Rodkin, as perdas não serão apenas em caixas de laranja mas também do rendimento da safra.
Ele disse também que ainda é cedo para dizer se esta perda significativa irá elevar o preço do suco de laranja para o consumidor, mas admite que haverá reflexo no Brasil, já que a reação do mercado é inevitável. Novas previsões climáticas indicam que, neste final de semana, não deverão ocorrer novas geadas. Até o momento, o Departamento Agrícola dos EUA (o USDA) não divulgou sua estimativa oficial quanto as perdas na região e a expectativa do mercado é de que estes números não sejam divulgados até, pelo menos, 12 de fevereiro.

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