A primeira geada do ano, ocorrida na madrugada de ontem, prejudicou principalmente as folhosas e os legumes de verão que se encontram em final de ciclo. O local mais atingido foi a região metropolitana de Curitiba, responsável por 60% da produção estadual de legumes e verduras. Segundo o Simepar, ocorreram geadas fracas em todo o Estado e mais intensas nas regiões Sul e Centro-Sul. Em União da Vitória, a temperatura caiu 1,5º C abaixo de zero. A preocupação dos meteorologistas é com a previsão de uma massa de ar polar, que deverá resfriar fortemente todo o Estado, na madrugada de quarta para quinta-feira. A previsão é de geadas na região Norte do Paraná.
Como consequência da queda de temperatura, que chegou a 0,2ºC negativos em Pinhais, a caixa de alface triplicou de preço na Ceasa de Curitiba. A caixa de chuchu, dobrou de preço. E o tomate, agora terá que ser importado de outras regiões do país, para abastecer o mercado atacadista.
A caixa de alface, com 24 unidades, que foi comercializada na sexta-feira por R$ 4,00, estava sendo vendida ontem por R$ 10,00. O chuchu que vinha sendo vendido por R$ 2,00 a caixa que varia de 18 a 22 quilos, estava sendo ofertado ontem por R$ 4,00. Produtos como pimentão, pepino, abobrinha, tomate, todos de verão e já em final de ciclo tiveram perdas acentuadas, informou o engenheiro agrônomo, Alexandre Fernando Popia, da Emater, de São José dos Pinhais. Segundo o técnico, algumas lavouras de alface e escarola tiveram perdas de 50% na produção esperada.
As verduras de inverno, como couve-flor, brócolis e couve também foram atingidas pelas baixas temperaturas, mas, não ocorreram perdas. Espera-se um atraso no ciclo de produção. Os prejuízos só não serão maiores em função da seca, que já havia reduzido a produção, disse o técnico.
As geadas não atingiram o café e o milho safrinha, culturas de inverno de expressão econômica no Estado. Conforme informações das cooperativas, o milho safrinha da região Oeste não foi atingido e nas lavouras do Sudoeste, se ocorreram perdas, elas foram mínimas. Isso porque a cultura nessa região foi plantada cedo, logo após a colheita do feijão das águas, e por isso encontra-se em fase adiantada. No Sudoeste, o milho safrinha encontra-se quase em ponto de colheita, informou Flávio Turra, da Ocepar.

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