Gazeta Mercantil divulga os líderes empresariais de 96
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quinta-feira, 05 de dezembro de 1996
Maria Cristina Pfau 
O jornal Gazeta Mercantil promoveu anteonte à noite a entrega do título de Líder Empresarial de 1996, escolhido pelo Conselho de líderes permanentes do jornal, para Rinaldo Campos Soares, presidente da Usiminas. A empresa, que faturou este ano US$ 5 bilhões, ganhou o prêmio por sua performance depois da privatização. Nos últimos quatro anos seu lucro líquido teve um salto de 457%.
Por eleição direta dos leitores da Gazeta Mercantil, de empresários de todos os portes e setores, foram também escolhidos, ao longo de ano, 84 líderes estaduais e 90 líderes setoriais. Do Paraná foram escolhidos José Eduardo Andrade Vieira (Bamerindus), José Carlos Gomes de Carvalho (Fiep/Corujão), Atilano de Oms Sobrinho (Inepar), Sérgio Marcos Prosdócimo (Refripar) e Roberto Demeterco (Mercadorama)
José Aroldo Galassini (Coamo) foi um dos três líderes setoriais da agricultura, junto com Luiz Haffers (Pisa) e Roberto Rodrigues (Aliança Cooperativa das Américas). Entre os líderes setoriais foram eleitos ainda Maurício Schulman (Febraban e Finanças), Nelson Luiz Silva Fanaya (Bamerindus e Holdings) e Roberto Demeterco (Mercadorama e Comércio Varejista).
No Balanço Anual da Gazeta Mercantil de 1997, também lançado ontem, aparecem cinco empresas do Paraná entre as 100 maiores empresas privadas nacionais por receita operacional líquida. São elas: Frigobrás (36ª ), Coamo (53ª ), Cocamar (63ª ), Marques (84ª ) e Mercadorama (85ª ).
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes de Carvalho, foi o único representante do Paraná presente ao evento. Ele disse que o Fórum dos 84 líderes empresariais eleitos no País vai se reunir todos os meses para discutir questões estruturais da economia. A primeira reunião será em Ipating (MG), quando serão definidas as prioridades. Carvalho está otimista com o crescimento da indústria do Paraná no próximo ano. Em 1995 crescemos 15% e este ano, até outubro, nosso crescimento foi de 7,29%, com o menor nível de desemprego do País, afirmou.
A expectativa de diversos empresários presentes à cerimônia, para 1997, é otimista, com um crescimento moderado, entre 4% e 6%. Antônio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantin, acha que, com as reformas administrativa, tributária e previdenciária, o País tem condições de deslanchar a partir de 97.


