Porto Alegre - A perspectiva já admitida pelo governo de editar uma medida provisória exclusiva para a soja transgênica, separada das demais questões da biossegurança, como as células-tronco, agrada aos produtores do Rio Grande do Sul. ''Qualquer solução é bem-vinda'', afirmou ontem o presidente da Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai (Cotrimaio), Antônio Wunsch, demonstrando convicção de que os agricultores da região noroeste plantarão a soja transgênica, em um mês, já amparados pela legislação.
''Se a divisão do tema apressar a regularização, será uma boa medida'', avalia o presidente do Clube Amigos da Terra de Júlio de Castilhos, César Carlotto. ''O importante é termos uma lei que não nos deixe na clandestinidade'', comenta. Em Júlio de Castilhos o plantio começa em duas semanas.
O presidente da Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, vinha defendendo a separação dos temas como uma forma de apressar a solução para o plantio da soja transgênica e também permitir que a pesquisa com células-tronco seja mais discutida. ''Este é um caso que merece estudo mais aprofundado'', acredita, ressaltando que o caso da soja é diferente. ''Para os transgênicos vegetais já há unanimidade'', salienta.
Sperotto também entende que o governo erra ao esperar que o Senado aprove o Projeto de Lei da Biossegurança para só então editar a MP. ''O desgaste provocado pela demora é maior'', comenta.

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