Jessica Persson/France PresseGates e seu concorrente, Scoot McNealu, da Sun Microsystems, no Senado O presidente da Microsoft, Bill Gates, disse ontem diante da Comissão de Justiça do Senado dos EUA, em Washington que sua empresa não detém monopólio na área de software para computadores pessoais e argumentou contra a ingerência do Estado na indústria cibernética. O presidente da comissão, senador Orrin Hatch, do Partido Republicano, de oposição ao governo, convocou Gates e outros líderes do setor para discutirem em público as investigações da Microsoft que o governo federal está fazendo com base na legislação antitruste.
Hatch disse que ‘‘o crescimento surpreendente da Microsoft tem levantado muitas questões sobre o futuro da competição e da inovação na indústria do software’’. Segundo o Departamento da Justiça, 86% dos computadores pessoais colocados à venda nos EUA vêm equipados com sistema operacional da Microsoft, o Windows. O governo tenta impedir que a Microsoft possa colocar na mesma proporção de computadores o seu sistema de acesso à Internet, o Explorer, por achar que isso constituirá competição ilegal com outros produtores.
Uma das acusações do Departamento da Justiça é que a Microsoft ameaçou a indústria de computadores Compaq de retirar dela a licença para usar Windows se ela optasse pelo sistema da Netscape de acesso à Internet. Gates disse que quando começou no negócio, a IBM parecia deter o monopólio do setor e que, graças à criatividade e capacidade de inovar de diversas indústrias, a situação mudou.
Além disso, argumentou, a Microsft se submete a cada três anos, quando muda o seu sistema de operação de computadores, ao julgamento do público. ‘‘A indústria de software, que contribuiu à economia nacional com US$ 100 bi em 97, é uma oportunidade aberta a qualquer empresário.’’
Dois dos principais concorrentes de Gates, James Barksdale, da Netscape, e Scott McNeally, da Sun, argumentaram a favor de algum tipo de controle sobre a Microsoft para impedir que domine todo o mercado em pouco tempo.

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