Gastos serão comedidos neste Natal
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sábado, 16 de dezembro de 2006
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Natal como sinônimo de compras ainda é realidade para metade dos consumidores brasileiros. Mas, com presentes cada vez mais baratos. É o que demonstra levantamento nacional feito pela Fecomércio-RJ, em parceria com o Instituto Ipsos, especializado em marketing e pesquisas de satisfação do consumidor. A amostragem, feita em mil domicílios de 70 cidades, aponta que o brasileiro está disposto a gastar R$ 156 com a lista de Natal, formada por uma média de quatro presentes.
A conta corresponde a uma média de R$ 39 por presente, sendo que 48% dos entrevistados disseram que não pretendem comprar nada para distribuir como lembrança natalina. Dos 50% que se mostraram dispostos a presentear (2% não responderam), a maioria (89%) admitiu que cumprirá a tradição de gratificar os parentes.
Os artigos que ocupam a preferência na intenção de compras dos consumidores são roupas e acessórios e ''lembrancinhas''. Os brinquedos vêm a seguir. Os celulares, que fizeram a festa do Natal passado, desta vez vieram em último lugar no ranking. Na forma de pagamento, as compras à vista e em dinheiro também apareceram como principal opção (79%), em vez do parcelamento que, segundo os consultados, quando usado será curto, em média em cinco parcelas, no cartão de crédito.
A maioria dos entrevistados (84%) vai engrossar o movimento das lojas às vésperas do Natal . Também a brincadeira de ''amigo oculto'' ou ''amigo secreto'' está em baixa: 66% dos entrevistas não se disseram dispostos a participar da troca de presentes com amigos. A pesquisa foi realizada em nove regiões metropolitanas, entre os dias 29 de novembro e 6 de dezembro.
Empresários - Os números são bem semelhantes aos da pesquisa realizada pela Serasa com empresários do varejo e divulgada na quinta-feira. Para 39% dos empresários entrevistados no final de novembro, existe a expectativa de que o faturamento aumente, em relação ao Natal de 2005, contra 37% que esperam estabilidade e 24% que projetam queda. No levantamento sobre volume de vendas físicas, o crescimento é esperado por 42% dos empresários e a estabilidade por 34%.
A Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o Natal 2006 considerou uma amostra de 1.020 empresas do varejo, representativas de todo o Brasil e segmentadas por porte (pequeno, médio e grande) e região (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste). As entrevistas foram realizadas entre os dias 21 e 28 de novembro.
De acordo com companhia de análise de crédito, a perspectiva de aumento do faturamento dos entrevistados manteve-se praticamente estável ante estimativa de crescimento verificada no Dia das Crianças (40% dos empresários), após quedas sucessivas registradas a partir da Páscoa (44%). No Dia das Mães, os otimistas eram 37%; no Dia dos Namorados, 35%; e, no Dia dos Pais, 32%; sempre em relação à mesma data de 2005.
Os empresários que acreditam no aumento do faturamento no Natal 2006 trabalham com uma perspectiva de crescimento médio de 16,2%. Entre aqueles que esperam ampliação nas vendas físicas, o aumento médio esperado é da ordem de 14,7%.
Conforme análise da Serasa, o Natal 2006, de forma geral, reúne melhores condições conjunturais para um desempenho superior à mesma data de 2005. Para a Serasa, o consumidor está mais confiante em 2006, o montante da oferta de crédito está superior e com taxas ligeiramente abaixo das praticadas em 2005 e a inadimplência está sob controle, ''crescendo, porém num ritmo inferior ao aumento da oferta de crédito''.


