Gastos dos curitibanos aumentaram, diz Dieese
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sábado, 10 de dezembro de 2005
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O gasto médio da família curitibana com preços fixados em sua totalidade ou parcialmente pelo poder público aumentou 1,05% em novembro em relação ao outubro. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese-PR). O aumento acumulado registrado no ano já chega a 1,05%.
A maior responsável pelo aumento foi a gasolina. Pelos cálculos do Dieese, uma família curitibana consome em média 40 litros de gasolina por mês. Como o preço do combustível subiu de R$ 2,35 para R$ 2,45 na capital entre outubro e novembro, a cesta de tarifa refletiu este aumento.
Além da gasolina, o Dieese monitora também os preços da água, luz, gás, álcool, diesel, ônibus, táxi, telefoia, correio e pedágios. Como o reajuste do pedágio ocorreu no dia 1º de dezembro, o balanço divulgado pelo Dieese não incluiu a majoração das tarifas.
Além de divulgar a tabela, o Dieese também divulgou uma carta subscrita pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná e outros sindicatos profissionais pedindo a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O Dieese destaca que em 1995, os trabalhadores que recebiam menos de 10,5 salários mínimos estavam isentos do tributo. Como a tabela permaneceu muito tempo congelada, esse valor foi sendo defasado, e hoje o contribuinte que percebe mais de 3,88 salários mínimos mensais já é alvo da tributação.
O Dieese também criticou a alteração na tabela de alíquotas do IRPF. De 1997 para cá, apenas duas alíquotas são aplicáveis, de acordo com o rendimento recebido no ano: 15% e 27,5%. O departamento acredita que o IRPF seria mais justo com mais alíquotas progressivas, destacando que antes de 1997 o IRPF chegou a ter 13 alíquotas progressivas de acordo com a faixa de renda do contribuinte.


