Gastos com saúde são 'necessidade imediata'
Curitiba - O coordenador do curso de Economia do Centro Universitário Franciscano do Paraná (UniFAE), Gilmar Mendes Lourenço, disse que, quando o paciente não tem recursos para pagar os exames à vista, acaba sendo inevitável o pagamento de juros. ''Neste caso, o consumidor não tem como adiar os exames e montar uma poupança para fazer frente a estes gastos. É uma necessidade imediata'', disse.
Ele lembrou que a saúde antes era um serviço de natureza essencialmente pública. ''Diante da falência do Estado, estes serviços foram praticamente privatizados. Com a demora por parte do serviço público de autorizar os exames, o consumidor é forçado a recorrer ao serviço privado'', disse.
Lourenço alerta que, antes de contratar um plano de saúde, o consumidor precisa verificar que tipo de garantia e serviço a empresa cobre. Além disso, é recomendado procurar um plano que seja mais adequado para o perfil do consumidor. Entre fazer uma poupança ou optar por um plano, ele avalia que o plano é melhor porque os gastos que a pessoa pode ter com saúde são imprevisíveis.
Outra alternativa para quem não tem condições de aderir a um plano de saúde é associar-se ao Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam). É um projeto alternativo de assistência médica que não cobra mensalidade nem anuidade, não tem carência nem condicionantes de idade e de doenças preexistentes.
Para participar do sistema basta fazer uma carteirinha e adquirir um manual informativo do Sinam-PR que traz a rede de profissionais e serviços cadastrados pelo valor de R$ 50. São exigidos como documentos a carteira de identidade, o CPF e um comprovante de residência. Em Curitiba é só procurar a Associação Médica do Paraná. Para as cidades do interior, o usuário solicita a ficha de inscrição e recebe a carteirinha pelos Correios.
O Sinam foi idealizado pela Associação Médica do Paraná para congregar profissionais de saúde na prestação de atendimento nas áreas de clínica geral e especializada, clínica cirúrgica e exames. Os pacientes são beneficiados com uma redução de custos dos serviços de saúde e pagam valores de referência que constam na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), normalmente mais em conta que os prestados no atendimento particular. (A.B.)





