Gastos com bebida puxam a conta na balada
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segunda-feira, 08 de setembro de 2008
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
Sair para dançar, assistir a shows em bares e boates, beber, se divertir são programas obrigatórios para algumas pessoas. Os gastos na balada costumam comprometer boa parte do orçamento. A bebida (cerveja, energéticos, destilados) é geralmente o item mais consumido e puxa a conta para cima. Com a introdução do cartão de consumo com código de barra em grande parte dos estabelecimentos, muita gente só percebe mesmo o quanto gastou no final da noite. Baladeiros ouvidos pela FOLHA, porém, vêem mais vantagem do que desvantagem no sistema, que é considerado prático e seguro.
Em um tradicional bar de Londrina, que vai completar três décadas neste ano, o sistema informatizado foi introduzido há dois anos e os frequentadores já se adaptaram. ''Antes, a relação com o cliente era totalmente informal. Hoje, com o cartão, conseguimos definir o perfil de consumo do bar'', observa o sócio-proprietário Valdomiro Chammé. Ele informa que a média de consumo individual é de R$ 12, fora o couvert artístico que custa no máximo R$ 8 e o estacionamento que é R$ 3.
Focado no público universitário, o estabelecimento recebe até 650 pessoas por noite e mantém algumas características como a cerveja de garrafa, apesar de também oferecer long neck. ''É trabalhoso para o bar por causa dos cascos retornáveis, mas é mais democrático. As pessoas tomam em grupo, cada um paga uma rodada'', diz Chammé. Outra peculiaridade da casa são as porções individuais, a começar pelo macarrão, que é o carro-chefe.
Aliadas ao sistema informatizado, tais características facilitam a vida do consumidor e ninguém precisa ficar dividindo conta. ''Se a pessoa combina com a turma e chega mais tarde, por exmplo, vai pagar só o que consumiu. Muita gente vem aqui para ver os shows e nem sempre tem a possibilidade de gastar como gostaria'', repara Chammé. Embora com critérios, uma outra prática antiga ainda é conservada pelo bar: a de marcar a conta. ''Para alguns habitués, ainda fazemos isso. Só não usamos mais aquelas fichinhas manuais'', diz.
Assim como nos demais setores do comércio, os bares e boates também ''sentem'' a diferença no consumo conforme a proximidade com o quinto dia útil. ''A melhor balada é na sexta, depois do dia 5, quando a maioria já recebeu o salário. Tanto é que a gente já pensa nisso quando vai fazer a programação. Se é uma atração um pouco mais cara, colocamos no início do mês'', diz Felipe Veiga, assessor de comunicação de uma boate londrinense aberta há dois anos, que recebe uma média de mil pessoas por noite.
A média de consumo individual na boate fica entre R$ 35 e R$ 40, não inluindo a entrada que custa R$ 15 para mulher e R$ 20 para homem. Quem opta por um camarote, desembolsa mais R$ 15. A casa também adota o sistema informatizado. ''É bem mais prático. Tudo vai no cartão, inclusive as entradas'', diz Veiga. O preço do estacionamento oficial é R$ 15.
A boate oferece cinco opções de porções, mas pouca gente tem o hábito de comer neste tipo de balada. O forte mesmo são as bebidas - a cerveja long neck custa em média R$ 5. ''A nossa estrutura é top. A gente cobra pelo luxo, pela segurança e pela qualidade do trabalho'', contextualiza o assessor.


